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Aos 90 anos, Carlos Alberto de Nóbrega afirma que deseja trabalhar até o fim da vida

Apresentador celebra novo horário do humorístico e relembra amizade com Silvio Santos durante gravação de especial de aniversário

Prestes a celebrar nove décadas de vida no dia 12 de março de 2026, Carlos Alberto de Nóbrega reafirmou seu compromisso com a televisão durante a gravação de uma edição especial de “A Praça É Nossa”. O comunicador, que mantém uma longa trajetória no SBT, declarou estar satisfeito com sua rotina atual e negou qualquer intenção de encerrar suas atividades profissionais. Em conversa com a imprensa nos bastidores da atração, o humorista enfatizou que pretende continuar exercendo seu ofício enquanto tiver saúde, descartando planos de aposentadoria imediata e demonstrando vitalidade para seguir à frente do tradicional banco da praça.

Antes de abordar as celebrações de seu aniversário, o apresentador destacou a alteração na grade de programação da emissora, que posicionou seu programa para ir ao ar às 22h30 nas quintas-feiras, trinta minutos mais cedo do que o habitual. Para ele, essa modificação beneficia diretamente os espectadores que acompanham o humorístico semanalmente. “Essa mudança foi um presente. Perguntaram uma vez: ‘Você parou?’ e era porque o programa acabava muito tarde. Nesse novo horário, o meu público vai assistir sem preocupação”, avaliou o veterano sobre o ajuste estratégico realizado pelo canal.

Planos sobre sucessão e legado

Quando questionado sobre o futuro do comando da atração e uma eventual substituição, Carlos Alberto mencionou seu filho Marcelo, atual diretor do programa, como o nome natural para a função, mas reiterou seu desejo pessoal de permanecer ativo até seus últimos momentos. “Não pensei no [futuro da Praça], porque não vai caber a mim. Eu, se Deus permitir, gostaria de morrer trabalhando. Não quero morrer na cama”, afirmou. Ele complementou o raciocínio deixando o destino nas mãos da providência divina: “Eu quero morrer trabalhando. Se Deus me der essa dádiva, é ele quem vai resolver. Se é o Marcelo, se é o João [quem vai substituir] ou se a Praça vai existir. A gente não sabe o dia de amanhã, tudo muda, né? A gente não sabe o que vai acontecer”.

A trajetória do artista na emissora, iniciada em abril de 1987, também foi pauta da conversa, momento em que ele rememorou com emoção o convite feito por Silvio Santos. O apresentador expressou profunda gratidão ao empresário, recordando a transição da Bandeirantes para o SBT e a amizade que construíram fora das câmeras ao longo das décadas. “A minha vida mudou quando eu vim para cá. O Silvio me ligou e disse: ‘Você não vai ficar na Bandeirantes, você vem para cá’. Mudou minha vida!”, relatou. Em tom confessional, ele detalhou a importância dessa relação pessoal e profissional: “Desculpe, é que hoje eu pensei muito nele, porque ele acreditou em mim. Nós fomos amigos de sair de lancha para esquiar, de rachar o jantar, de dividir a entrada do cinema. Eu já tinha uma situação financeira boa, mas minha vida mudou completamente. Tudo o que eu tenho hoje, de material, devo ao SBT. Tudo!”.

Análise sobre o humor na TV aberta

Ao analisar o cenário atual do entretenimento brasileiro, o comunicador lamentou a escassez de programas dedicados ao gênero humorístico na televisão aberta. Como titular da atração de humor mais longeva do país, ele criticou a postura das emissoras que, em sua visão, demonstram insegurança ao não investir na formação de novos talentos para o setor. “Ser o único programa de humor é maldade, é um absurdo. As emissoras querem o peixe no prato, ninguém quer pescar, e isso é ruim. Você tem que acreditar no jovem”, concluiu Carlos Alberto, defendendo a necessidade de renovação e aposta em novos artistas para garantir a continuidade do gênero.

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