Política

O famoso psiquiatra que quer ser presidente: veja os planos de Cury

Autor de best-sellers propõe reformas no STF, semipresidencialismo e afirma aguardar convite de legendas para as eleições de 2026

O psiquiatra e escritor Augusto Cury comunicou, nesta quarta-feira (4), sua intenção de concorrer à Presidência da República nas eleições de 2026. Durante uma coletiva de imprensa realizada em São Paulo, o autor, conhecido por suas obras sobre gestão da emoção, oficializou a possível pré-candidatura, embora ainda não possua filiação a nenhuma sigla partidária. Cury destacou que sua entrada efetiva na disputa eleitoral depende do interesse das legendas em sua plataforma, ressaltando que “gostaria de ser procurado por partidos” para estabelecer diálogos focados “sobre projetos, e não sobre ideologias”.

Em manifestação publicada em suas redes sociais, o escritor enfatizou que a decisão representa um ato de entrega à nação e não uma busca por status político ou autoridade. Ele condicionou a viabilidade de seu nome à existência de um convite formal que respeite sua visão de gestão pública, afastando-se das dinâmicas tradicionais. “Queridos amigos, eu não amo o poder e não preciso do poder. Mas me colocar como possível pré-candidato à Presidência da República em 2026 é uma doação a este país pelo qual sou apaixonado: o Brasil”, declarou Cury, acrescentando que seu objetivo é “fazer uma política de Estado, e não de partidos”.

Propostas de reformas estruturais e economia

O anúncio foi acompanhado da divulgação de uma carta aberta à sociedade, na qual o psiquiatra apresenta diretrizes para um projeto de país abrangendo o período de 2027 a 2050. Entre as principais sugestões, constam mudanças significativas no sistema judiciário, especificamente uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF) com a implementação de mandatos para ministros, além da transição do sistema de governo para o semipresidencialismo. O documento também defende o fomento à formação de especialistas em inteligência artificial e robótica, a duplicação da produção agropecuária, a regularização fundiária e o fortalecimento do ensino profissionalizante para jovens.

Ao justificar sua motivação para o pleito, Cury se autodenominou um agente de pacificação nacional, mencionando sua trajetória literária internacional como base para sua atuação social. Ele relatou que a decisão envolveu diálogos complexos com familiares no passado, mas que agora vislumbra uma oportunidade concreta de servir. “Eu sou um pacificador, amo a pacificação, e para mim concorrer ou colocar meu nome à disposição como possível pré-candidato é doação”, afirmou. O autor completou seu raciocínio dizendo que “para mim só é digno do poder quem se curva diante da sociedade para servi-la”.

Posicionamento político e princípios defendidos

Durante o evento, o pré-candidato adotou uma postura diplomática ao enviar cumprimentos a diversas figuras do cenário político atual, independentemente de espectro ideológico, incluindo o presidente Lula, o senador Flávio Bolsonaro e governadores como Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior. Ao encerrar a apresentação de suas diretrizes, Augusto Cury delineou os pilares de sua visão, posicionando-se como um defensor da instituição familiar, da propriedade privada e da liberdade de expressão, ao mesmo tempo em que se declarou contrário a qualquer forma de radicalismo político.

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