Esportes

Justiça do Rio expede mandado contra atleta do Serrano por crime sexual

João Gabriel Xavier Berthô teve contrato suspenso imediatamente após polícia investigar caso envolvendo adolescente na Zona Sul

O Serrano FC comunicou oficialmente, neste domingo (1º/3), a decisão de suspender as atividades do atleta João Gabriel Xavier Berthô, de 19 anos. A medida administrativa foi tomada pela agremiação esportiva logo após a Justiça do Rio de Janeiro emitir um mandado de prisão contra o jogador, que é investigado por suspeita de violência sexual envolvendo uma jovem de 17 anos. O episódio sob apuração das autoridades ocorreu no dia 31 de janeiro, situado no bairro de Copacabana, na Zona Sul da capital fluminense.

Diante das circunstâncias apresentadas e da seriedade das acusações, a diretoria do clube optou pela interrupção imediata do vínculo contratual com o esportista. Em nota divulgada à imprensa, a instituição reiterou seu posicionamento contrário a atos ilícitos. O comunicado oficial destaca: “O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação.”

Investigação e outros suspeitos

Além do jogador vinculado ao Serrano, a Polícia Civil indiciou outros três jovens por suposta participação no crime. Os investigados foram identificados como Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, Vitor Hugo Oliveira Simonin, também de 18 anos, e Matheus Veríssimo Zoel Martins, de 19 anos. O delegado responsável pelo inquérito, Ângelo Lajes, classificou a ação dos suspeitos de forma contundente, afirmando que o crime se tratou de uma “emboscada planejada” contra a vítima.

Segundo as informações detalhadas no inquérito, a adolescente foi levada para um quarto dentro de um apartamento. A apuração policial descreve que, no momento em que a jovem mantinha relações com um dos indivíduos, os outros rapazes teriam invadido o local. O grupo é acusado de coagir a vítima a realizar atos de natureza sexual, utilizando-se de violência para consumar o ato, o que motivou a expedição dos mandados de prisão preventiva pela Justiça.

Consequências judiciais previstas

As autoridades policiais seguem trabalhando na conclusão do inquérito para encaminhamento ao Ministério Público. A gravidade das acusações, que envolvem violência sexual contra vulnerável em concurso de pessoas, pode resultar em sanções severas. De acordo com as declarações do delegado Ângelo Lajes, somadas as possíveis penas para os crimes investigados, os envolvidos correm o risco de receber uma sentença condenatória que pode chegar a quase 20 anos de privação de liberdade.

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