Política

Eduardo Bolsonaro cobra união da direita e apoia Flávio para 2026

Ex-deputado repercute críticas do irmão a Macron e ao STF na mídia francesa e pede engajamento na pré-candidatura ao Planalto

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) manifestou-se nesta terça-feira sobre os rumos políticos do espectro conservador, defendendo uma mudança de postura. O parlamentar advogou por uma “virada à direita menos ideológica e mais tradicional”. O posicionamento ocorreu em meio à repercussão internacional de uma entrevista concedida por seu irmão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL), a um veículo de comunicação francês. Durante a conversa com a imprensa estrangeira, o senador teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao governo de Emmanuel Macron.

Utilizando suas redes sociais, Eduardo comentou o alcance das declarações do irmão, ressaltando que o conteúdo foi disseminado em diversos idiomas. Ao analisar o cenário global, o ex-parlamentar argumentou que existe uma demanda internacional por esse alinhamento político. Em sua publicação, ele escreveu: “No Oriente Médio virou notícia em hebraico e árabe; na França também está na mídia em francês, inglês e espanhol. O mundo está sedento por uma virada à direita, racional, lógica, menos ideológica e mais tradicional focada naquilo que já deu certo e respeita nossas culturas”.

Críticas ao governo francês e judiciário

A entrevista de Flávio Bolsonaro ao canal CNews foi transmitida na segunda-feira. Na ocasião, o senador classificou o presidente da França como alguém de “extrema incompetência” e criticou suas visitas à Amazônia. Sobre o cenário interno brasileiro, Flávio alegou que o país “não vive uma democracia plena” e afirmou que seu pai, Jair Bolsonaro, teria sido condenado por “inimigos”. Ele também buscou vincular a atual gestão federal a irregularidades, declarando que “O Brasil não aguenta mais quatro anos de um governo de extrema esquerda”.

Durante a entrevista à apresentadora Christine Kelly, Flávio foi questionado sobre a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar o ministro Alexandre de Moraes da lista de sancionados pela Lei Magnitsky. O senador minimizou o recuo, atribuindo a decisão a questões diplomáticas e estratégicas. Segundo Flávio: “O presidente Trump sabe que o Brasil tem uma posição muito estratégica na geopolítica mundial hoje. Por isso, precisa ter boas relações com o Brasil, independente de quem seja o presidente da República”.

Articulação para o pleito de 2026

A movimentação dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro inclui viagens internacionais com o objetivo de consolidar o nome de Flávio como uma liderança conservadora global. Eduardo Bolsonaro cobrou maior engajamento de aliados na pré-candidatura do irmão, criticando a falta de alinhamento de parte do espectro político. Ele afirmou que ambos estão “sendo recepcionados com respeito e honra por líderes das Américas e do Oriente Médio”. A estratégia visa fortalecer a oposição para a disputa ao Planalto, enquanto Jair Bolsonaro, mesmo detido, permanece como figura central nas decisões do PL.

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