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Ex-nadador paralímpico Adriano Gomes de Lima falece vítima de sarcoma

Atleta conquistou nove medalhas em seis edições dos Jogos e lutava contra câncer ósseo desde 2024

O ex-nadador Adriano Gomes de Lima, consagrado como um dos maiores medalhistas da história paralímpica do Brasil, faleceu no último sábado, dia 07 de fevereiro, aos 52 anos. O atleta vinha enfrentando um quadro de saúde delicado e estava em tratamento médico desde 2024 para combater um sarcoma, um tipo de câncer que atinge os ossos. Apesar dos esforços clínicos realizados ao longo do período para conter o avanço da doença, ele não resistiu às complicações e veio a óbito, deixando uma lacuna no cenário esportivo nacional.

A entrada de Adriano no universo esportivo ocorreu após um incidente pessoal quando ele tinha 17 anos, momento em que sofreu uma queda de um telhado. A natação foi introduzida em sua rotina inicialmente como um método terapêutico para reabilitação física, mas o talento demonstrado o levou a ingressar oficialmente na modalidade em 1993. A partir desse ponto, ele iniciou uma jornada de superação que o transformaria em uma referência nas piscinas.

Trajetória nos jogos paralímpicos

A carreira do nadador foi marcada pela longevidade e regularidade em alto nível, atravessando seis edições dos Jogos Paralímpicos, com participações que se estenderam de Atlanta 1996 até os Jogos do Rio 2016. Durante esse longo período competindo pela delegação brasileira, Adriano acumulou um total expressivo de nove medalhas no maior evento do paradesporto mundial, sendo o seu quadro de vitórias composto por uma medalha de ouro, cinco de prata e três de bronze.

Devido ao seu papel fundamental no crescimento e na visibilidade do paradesporto nacional, o atleta recebeu uma homenagem oficial do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) em 2025. O reconhecimento ocorreu durante as festividades de aniversário de 30 anos da instituição, onde foi enfatizada a relevância histórica de sua trajetória para a consolidação do Brasil como uma potência na modalidade e o seu exemplo para as novas gerações de atletas.

Legado e declaração ao comitê

Na oportunidade em que foi homenageado pela entidade, Adriano fez questão de destacar a importância do financiamento contínuo para o sucesso do país nas competições globais e sua ligação com a história da instituição. Em seu discurso na época, ele afirmou: “Eu comecei a nadar em 1993, dois anos antes da fundação do CPB, então faço parte desta história. Digo que não é por acaso que o Brasil está sempre entre os 10 melhores nos Jogos Paralímpicos, pois há um investimento muito importante sendo feito no desenvolvimento do esporte paralímpico”.

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