Política

Janaina Paschoal ataca Flávio Bolsonaro e recebe resposta dura de Carlos na web

Troca de farpas ocorre após senador afirmar que Tarcísio de Freitas não disputará a presidência em 2026

A vereadora de São Paulo Janaina Paschoal utilizou as redes sociais nesta terça-feira para criticar o senador Flávio Bolsonaro, desencadeando um novo atrito entre aliados da direita. O episódio foi motivado pelas declarações do parlamentar sobre a visita, posteriormente cancelada, que o governador Tarcísio de Freitas faria ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em sua publicação, a ex-deputada classificou a postura de Flávio como “extremamente arrogante” e questionou a autoridade do senador para definir os rumos políticos do governador paulista. A parlamentar escreveu: “Não sei os motivos do governador, mas sei que Flávio foi extremamente arrogante, ao anunciar que a candidatura de Tarcísio à Presidência estaria descartada. Quem é ele para decidir? A direita realmente deveria se unir, mas para enquadrar esse filhinho de papai”.

O conflito teve início após Flávio Bolsonaro antecipar à imprensa o teor da conversa que seu pai teria com Tarcísio no local onde cumpre pena, no Distrito Federal. Segundo o senador, o governador ouviria que as “eleições presidenciais estão descartadas” para ele e que o foco deveria ser a reeleição estadual. Pouco depois dessa fala, a assessoria do governo de São Paulo comunicou o cancelamento do encontro. Flávio havia sentenciado anteriormente: “Tarcísio vai ouvir da boca de Bolsonaro que está fazendo um grande trabalho como governador de São Paulo e que sua reeleição é fundamental para a estratégia nacional de derrotar o PT. Eleições presidenciais estão descartadas para ele”.

Reação de Carlos e disputa política

Diante das críticas de Janaina Paschoal, o ex-vereador Carlos Bolsonaro saiu em defesa do irmão na manhã desta quarta-feira. Sem mencionar diretamente o cancelamento da visita, Carlos ironizou a postura da vereadora: “Essa aí está bufando pelos outros! Tem método!”. Em outra publicação, ele sugeriu haver um movimento coordenado para prejudicar os indicados políticos de seu pai, afirmando que “o povo deixa de ser prioridade” nessas situações. O filho do ex-presidente complementou sua visão sobre o cenário político atual: “Nada disso acontece por acaso. Há método, cálculo e persistência. Enquanto narrativas são fabricadas, processos se acumulam e símbolos são atacados, os problemas reais seguem ignorados: a vida que aperta, o futuro que é adiado, a esperança que se esgota”.

A visita de Tarcísio, que havia sido autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, ocorreria em um momento delicado para a definição da liderança da oposição. Embora a justificativa oficial para a ausência tenha sido o “cumprimento de compromissos” em São Paulo, o cancelamento sucedeu a divulgação de que Jair Bolsonaro teria escolhido Flávio como seu candidato ao Planalto. Aliados pressionam o governador a apoiar essa decisão de forma mais explícita, enquanto parte do eleitorado ainda vê em Tarcísio o nome mais viável para a disputa nacional. A mudança de planos evidencia o impasse na definição da estratégia eleitoral do grupo político.

Histórico de divergências no grupo

As tensões entre o clã Bolsonaro e Tarcísio de Freitas não são isoladas e refletem disputas internas sobre a sucessão política. Recentemente, uma publicação nas redes sociais gerou atrito quando a esposa do governador afirmou que “o Brasil precisa de um novo ‘CEO’, meu marido”, comentário que foi curtido pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Na ocasião, Carlos reagiu comparando a situação ao ex-governador João Doria, postando uma imagem com o título “João Dória, o CEO de São Paulo”. O episódio atual reforça as dificuldades de alinhamento, especialmente após Jair Bolsonaro tornar pública sua preferência pela candidatura do filho Flávio.

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