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A dura reação de Infantino após seleção abandonar campo na final da Copa Africana

Mandatário da Fifa cobra punições da confederação africana após tumulto e paralisação do jogo decisivo no Marrocos

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, manifestou forte repúdio aos incidentes registrados durante a final da Copa Africana das Nações, disputada entre Senegal e Marrocos na cidade de Rabat. O dirigente máximo do futebol mundial utilizou suas redes sociais para criticar a postura da seleção senegalesa e o tumulto generalizado no estádio, classificando o cenário como algo que “deve ser condenado e nunca repetido”. A partida sofreu uma paralisação de quase 15 minutos após a equipe visitante, liderada pelo técnico Pape Thiaw, deixar o gramado em protesto contra decisões da arbitragem, gerando um ambiente de instabilidade na decisão do torneio continental.

Em seu comunicado oficial, o mandatário da entidade enfatizou que atitudes extremas, como o abandono do campo de jogo, ferem os princípios fundamentais da modalidade. Infantino foi enfático ao declarar que “É inaceitável deixar o campo de jogo desta maneira e, igualmente, a violência não pode ser tolerada em nosso esporte. Simplesmente não é certo”, referindo-se tanto à retirada dos atletas quanto aos confrontos observados entre torcedores e as forças de segurança no local. A postura rígida do dirigente demonstra a preocupação da entidade com a imagem dos torneios internacionais.

Exigência de punições pela confederação

Diante da gravidade dos fatos, Infantino solicitou publicamente que a Confederação Africana de Futebol (CAF) adote as medidas disciplinares cabíveis para sancionar os envolvidos nos episódios de indisciplina. O dirigente ressaltou o papel dos profissionais em manter a integridade da competição, afirmando que “É também responsabilidade das equipes e dos jogadores agir com responsabilidade e dar o exemplo certo para os torcedores nos estádios e para milhões assistindo ao redor do mundo”. A cobrança visa evitar que episódios semelhantes voltem a ocorrer e prejudiquem o espetáculo esportivo.

O confronto decisivo foi marcado por condições climáticas adversas e muita tensão sob chuva intensa em Rabat. Após o retorno dos jogadores senegaleses, que haviam saído de campo contestando a marcação de um pênalti polêmico, a partida prosseguiu para momentos dramáticos. O jogador marroquino Brahim Díaz desperdiçou a cobrança com uma tentativa de “cavadinha” defendida pelo goleiro Mendy. O título foi definido apenas na prorrogação, quando Pape Gueye marcou o gol da vitória, garantindo o bicampeonato para o Senegal em meio ao cenário caótico.

Alerta sobre a essência do futebol

Para encerrar seu posicionamento, o presidente da Fifa reforçou a necessidade imperativa de que todas as equipes competam estritamente dentro das regras estabelecidas pelas Leis do Jogo. O alerta final de Infantino indicou que o desrespeito às normas regulamentares traz consequências severas para a credibilidade do esporte, concluindo que “qualquer coisa menos que isso coloca a própria essência do futebol em risco”. A declaração serve como um aviso direto para futuras competições organizadas pelas confederações continentais e para as federações nacionais envolvidas.

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