EUA concluem venda de petróleo venezuelano avaliada em 500 milhões de dólares
Operação movimenta cerca de 2,7 bilhões de reais e marca controle norte-americano sobre setor energético após captura de líder venezuelano
Os Estados Unidos concluíram a primeira operação de venda de petróleo proveniente da Venezuela desde que Washington assumiu o controle do setor energético do país sul-americano. A transação ocorre na sequência da captura do presidente deposto Nicolás Maduro e marca uma nova fase na gestão dos recursos naturais da região. A informação foi confirmada por um oficial norte-americano à agência AFP nesta quinta-feira, dia 15. O valor total da operação atinge a cifra de 500 milhões de dólares, montante que corresponde a aproximadamente 2,7 bilhões de reais na cotação atual.
De acordo com fontes oficiais, existe a expectativa de que outras vendas similares sejam concretizadas nos próximos dias ou semanas, ampliando o fluxo comercial sob a nova administração. Em comunicado oficial, um porta-voz da Casa Branca declarou que “o presidente Trump negociou um acordo energético histórico com a Venezuela, imediatamente após a prisão do narcoterrorista Nicolás Maduro, que beneficiará os povos americano e venezuelano”. A medida reflete a estratégia dos EUA de consolidar a gestão sobre os ativos venezuelanos após a mudança forçada de liderança.
Entrega de barris e controle de receitas
Na semana anterior, o governo norte-americano já havia sinalizado a movimentação, anunciando que “as autoridades interinas da Venezuela (iriam) entregar aos Estados Unidos entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo sancionado e de alta qualidade”. Esse volume representa o equivalente a um ou dois meses da produção local. Donald Trump deixou clara a intenção de monitorar as receitas derivadas da comercialização desses barris, buscando assegurar que os recursos sejam geridos conforme as diretrizes estabelecidas por Washington durante o período de transição.
O governo norte-americano também solicitou que grandes companhias petrolíferas iniciem uma ofensiva para explorar as vastas reservas da nação latina. Durante um encontro com executivos do setor na Casa Branca, o presidente emitiu um aviso sobre a nova dinâmica de negociação, centralizando as operações nos Estados Unidos. Trump alertou os empresários presentes com a seguinte diretriz: “Vocês tratam diretamente conosco, não queremos que tratem com a Venezuela”, estabelecendo a intermediação obrigatória do governo americano nos contratos energéticos.
Decreto para proteção de ativos venezuelanos
Para garantir a segurança jurídica e financeira da operação, o presidente assinou um decreto de emergência no fim de semana. O documento coloca sob proteção especial os ativos venezuelanos situados em território americano, incluindo as receitas do petróleo, com o objetivo de impedir que sejam apreendidos por tribunais ou credores. Um porta-voz da Casa Branca afirmou nesta quinta-feira que o republicano “protege” o continente “contra os terroristas, os traficantes de drogas e os adversários estrangeiros que procuram tirar proveito”, justificando o controle estrito sobre os recursos.



