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Marcos Caruso relembra trajetória na TV e comenta papel na novela Coração Acelerado

Ator veterano analisou trabalhos na TV Manchete e Globo, destacou desafios em gravações externas e demonstrou otimismo com nova produção das sete

O ator Marcos Caruso marcou presença no programa É de Casa na manhã deste sábado para comentar sobre sua extensa carreira na televisão e os novos projetos na teledramaturgia. Durante a participação na atração matinal, o artista abordou suas expectativas em relação à novela Coração Acelerado, próxima produção das sete da Globo. Demonstrando confiança no roteiro e na recepção dos telespectadores, o veterano afirmou que a trama possui elementos cativantes e declarou: “Acho que quem vai ficar com o coração acelerado é o público”.

Além de atuar, Caruso possui experiência como autor e ressaltou o hábito de analisar profundamente os textos que recebe para interpretar. Ele explicou que a qualidade da nova obra chamou sua atenção positivamente durante o processo de leitura dos capítulos. Ao comparar com outros trabalhos, ele mencionou que existem produções de diferentes níveis de qualidade, mas que esta o entusiasmou. Sobre o estudo da obra, o ator disse: “A gente faz muita coisa boa, coisa média, coisa que poderia ser melhor. Eu adoro saber por onde o autor foi, porque escolheu esse caminho. Estudo a obra. Tem algumas novelas que li com muito prazer, e essa é uma delas”.

Balanço da carreira e sucessos na televisão

A conversa contou com a interação da apresentadora Talitha Morete, que exaltou o currículo do convidado ao sugerir que ele “só faz novelão”. Em resposta ao elogio, Marcos Caruso manteve uma postura modesta e realista sobre a instabilidade da profissão artística, discordando da afirmação de que todos os projetos são êxitos garantidos. Ele utilizou uma metáfora sobre o surf para ilustrar os altos e baixos do ofício: “A gente é jogado, às vezes você vai surfando numa novela que acha que é boa, mas leva um capote e cai de barriga na areia. É a vida, uma coisa dá certo e outra não”.

O programa também dedicou um segmento para revisitar o passado do artista na extinta TV Manchete, exibindo cenas de clássicos como Pantanal e A História de Ana Raio e Zé Trovão, ambas de 1990. Nesta última produção, Caruso acumulou as funções de ator e roteirista, uma jornada dupla que ele descreveu como exaustiva. Ao relembrar a proposta feita pelo diretor da época, ele relatou: “Jayme Monjardim quis me enlouquecer, me ofereceu pra escrever a novela e fazer o radialista da cidade, que dava notícias pra onde a caravana ia”.

Dificuldades nas gravações externas de novelas

Para encerrar o assunto sobre os desafios enfrentados em produções itinerantes, o ator detalhou a rotina intensa de escrever os capítulos enquanto viajava pelo país, já que a novela não utilizava estúdios. Ele confessou não saber como conseguiu lidar com a demanda de trabalho naquele período específico. Apesar de reconhecer o valor da experiência vivida na estrada, Caruso foi enfático ao dizer que não repetiria a dose atualmente: “Eu não sei como eu dava conta. A única novela feita totalmente em externas, sem cenas em estúdio, foi Ana Raio. Saímos pelo Brasil, eu ia escrevendo no caminhão. Foi maravilhoso, mas não quero de novo, foi horrível”.

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