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Chuvas intensas e ventos de até 100 km/h: Inmet alerta para temporais no Sudeste e Sul

Aviso meteorológico prevê ventos fortes e queda de granizo; capital paulista já registra 31% da chuva esperada para todo o mês de janeiro

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta laranja para tempestades nesta quarta-feira, dia 14 de janeiro de 2026. A medida de segurança abrange principalmente o estado de São Paulo, que figura como a região mais afetada, além de outras seis unidades da federação que também constam na lista de risco meteorológico elaborada pelo órgão. O aviso permanece válido inicialmente até o final do dia e sinaliza condições climáticas severas, incluindo precipitações volumosas e ventos intensos que podem causar transtornos significativos à infraestrutura urbana e rural das localidades monitoradas.

De acordo com as informações técnicas divulgadas pelo Inmet, a previsão indica chuvas que podem variar entre 30 a 60 milímetros por hora ou acumular de 50 a 100 milímetros ao longo do dia. Além do volume expressivo de água, há a projeção de ventos intensos, com velocidades oscilando entre 60 a 100 km/h, e a possibilidade de queda de granizo em pontos isolados. Diante desse cenário atmosférico adverso, o instituto destaca o potencial para ocorrências como corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e alagamentos em vias públicas.

Regiões afetadas pelas chuvas

A abrangência do alerta inclui diversas regiões paulistas, como Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Campinas, Bauru, Piracicaba, Itapetininga, Ribeirão Preto, Araçatuba, Marília, Araraquara, Assis, Vale do Paraíba, litoral sul e a região metropolitana de São Paulo. Além do território paulista, a instabilidade atinge o Triângulo Mineiro e o sul de Minas Gerais, o sul do Rio de Janeiro, o norte e centro do Paraná, o norte de Santa Catarina e o Vale do Itajaí, bem como o sul de Goiás e o leste de Mato Grosso do Sul. Nessas localidades, a população deve manter atenção redobrada.

O cenário de instabilidade já causou impactos na capital paulista na última terça-feira, quando o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) colocou a cidade em estado de atenção devido aos alagamentos e quedas de energia. O órgão municipal explica que “a combinação do calor com a entrada da brisa marítima vem criando áreas de instabilidade que geram pancadas de chuva moderadas a fortes”. Esse padrão atmosférico típico do verão resulta em precipitações que começam de forma isolada, mas possuem potencial para se intensificar e se tornar generalizadas sobre as áreas urbanas.

Previsão e volume acumulado

Para os próximos dias, a tendência meteorológica aponta para a manutenção desse quadro, com sol entre muitas nuvens durante as manhãs e pancadas de chuva com trovoadas e rajadas de vento entre as tardes e noites. Os dados pluviométricos indicam um volume considerável de água neste início de ano. Conforme o banco de dados do CGE, o mês de janeiro já acumula “81,1 mm de chuva, equivalente a cerca de 31,6% dos 256,4 mm esperados para o mês” na cidade de São Paulo, reforçando a necessidade de monitoramento constante das áreas de risco.

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