Política

Flávio Bolsonaro sofre revés de Moraes e terá que depor à PF em julho

Senador é investigado por suposta calúnia contra Lula e tentou adiar oitiva alegando conflitos com a agenda de pré-campanha

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), definiu o dia 28 de julho, às 14h, para o depoimento do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Polícia Federal. O parlamentar prestará esclarecimentos no inquérito que investiga suposta calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A determinação foi assinada na sexta-feira (17), fixando a data para a corporação ouvir o político.

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A decisão do magistrado ocorreu após a defesa do senador solicitar a postergação da oitiva. Os advogados argumentaram que as atividades da pré-campanha à Presidência geraram incompatibilidade de agenda. Moraes rejeitou o pedido sob a justificativa de que os representantes legais não anexaram documentos capazes de comprovar a impossibilidade de comparecimento no prazo estipulado.

motivo do depoimento de Flávio Bolsonaro à Polícia Federal

Antes da fixação da data, a Polícia Federal comunicou ao STF que tentava agendar a oitiva desde o início do prazo, oferecendo a alternativa de participação por videoconferência. A defesa pediu mais tempo, mencionando viagens e compromissos políticos. Diante da ausência de acordo e da falta de comprovantes de impedimento, o ministro determinou o dia e o horário para assegurar o andamento da investigação.

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O inquérito foi instaurado em abril, motivado por uma publicação feita pelo parlamentar na rede social X em janeiro. Na postagem, o senador escreveu que “Lula será delatado” e associou o chefe do Executivo a crimes como lavagem de dinheiro, tráfico de armas e tráfico internacional de substâncias ilícitas. Um relatório da PF enviado ao Supremo indicou que a mensagem atribuiu falsamente delitos ao presidente, configurando elementos de calúnia.

próximos passos do inquérito sobre Flávio Bolsonaro e Lula

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a necessidade de ouvir o senador antes de decidir sobre uma eventual denúncia. O parecer da PGR aponta que a oitiva servirá para esclarecer se existe a intenção de retratação sobre o conteúdo publicado. Após o depoimento, as declarações serão anexadas aos autos, e caberá à Procuradoria-Geral da República decidir se solicitará novas diligências, apresentará denúncia ou pedirá o arquivamento.

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