Brasil

Risco de desabastecimento: governo corre contra o tempo para impedir greve dos caminhoneiros

Reunião com representantes da categoria e oposição busca destravar texto no Senado e afastar fantasma da paralisação de 2018

A articulação política do governo Lula organiza um encontro de emergência com líderes sindicais e membros da oposição para tentar frear uma nova greve dos caminhoneiros. A reunião, prevista para ocorrer nesta segunda-feira, tem como objetivo principal construir um consenso em torno da Medida Provisória do Piso do Frete. O Palácio do Planalto busca desmobilizar a categoria antes que os protestos ganhem força nas rodovias do país, afetando a logística nacional.

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O texto da legislação já recebeu aprovação na Câmara dos Deputados, mas encontra-se travado no Senado Federal. Para que a medida não perca sua validade legal, os parlamentares precisam concluir a votação até a próxima quinta-feira. Embora o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, não tenha presença confirmada na mesa de negociações, ele mantém diálogo constante com os articuladores políticos. Até o momento, a pauta não foi oficialmente incluída no calendário de votações da semana.

Governo Lula tenta barrar greve dos caminhoneiros no Senado

A pressão sobre o Executivo aumentou após declarações do presidente da Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores, Wallace Landim, popularmente conhecido como Chorão. O representante sindical orientou os motoristas a cruzarem os braços a partir desta segunda-feira. Em um vídeo divulgado em seus perfis digitais, o líder da categoria foi enfático sobre a dimensão do movimento planejado.

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Na gravação direcionada aos profissionais do transporte de cargas, Chorão declarou: “Os portos irão parar, a gente vai acompanhar em todos os cenários nacionais, como a gente fez em 2018”. A referência direta ao movimento ocorrido há alguns anos serve como um alerta para a equipe econômica e para os ministros palacianos sobre a capacidade de mobilização do setor de transportes.

Paralisação de Wallace Landim relembra crise no governo Temer

Nos bastidores da administração federal, o receio central é que o país enfrente um cenário de desabastecimento idêntico ao registrado durante a gestão do ex-presidente Michel Temer. Uma interrupção prolongada no fluxo de mercadorias possui potencial para gerar impactos diretos na economia diária da população. Consequentemente, os articuladores avaliam que uma crise dessa magnitude traria desgastes significativos para a atual gestão nas próximas disputas eleitorais.

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