Brasil

PF prende pastor Márcio Poncio em operação contra vazamento de dados para o Comando Vermelho

Investigação do STF apura elo entre políticos e criminosos, com bloqueio de R$ 22 milhões em bens dos envolvidos

A Polícia Federal prendeu o pastor Márcio Poncio nesta quinta-feira, durante a quinta fase da Operação Unha e Carne, no Rio de Janeiro. A ação investiga um suposto esquema de vazamento de informações sigilosas de operações policiais para o Comando Vermelho. Os agentes apuram a existência de uma rede de contatos estabelecida entre figuras políticas fluminenses e membros da organização.

Publicidade

Além do líder religioso, a operação mira o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, que já se encontra detido, e o contraventor Adilsinho. As ordens foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, que autorizou o cumprimento de quatorze mandados de busca e apreensão e três de prisão. As diligências ocorrem na capital fluminense e no município de São João de Meriti.

Investigação sobre pastor Márcio Poncio e bloqueio de bens

O tribunal determinou o sequestro de valores e bens dos investigados, atingindo um limite de aproximadamente R$ 22 milhões. Em nota oficial, a corporação explicou que o objetivo atual é “aprofundar apuração de indícios de lavagem de dinheiro praticada pelo “capo” da nova cúpula do jogo do bicho e possível ramificação do esquema junto a integrantes dos Poderes Executivo e Legislativo do Estado do Rio de Janeiro.”

Publicidade

O desdobramento desta quinta etapa teve início após os policiais localizarem documentos que conectavam autoridades a indivíduos do crime. O material apreendido anteriormente revelou planilhas de contabilidade associadas à ocultação de patrimônio e registros de doações eleitorais. Os investigadores analisam as evidências para mapear todos os beneficiários e intermediários que participavam da estrutura.

Documentos ligam políticos do Rio de Janeiro ao Comando Vermelho

Os registros encontrados pela corporação detalhavam repasses financeiros diretos destinados a agentes políticos fluminenses. A análise minuciosa do conteúdo recolhido nas fases anteriores permitiu que a instituição solicitasse as novas medidas restritivas ao judiciário. O processo segue em andamento com o cruzamento de dados para esclarecer a extensão do envolvimento de cada alvo com as lideranças do grupo.

Publicidade

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo