Política

Tarcísio e Flávio Bolsonaro retomam contato na Marcha para Jesus após operação

O reencontro ocorre após semanas de distanciamento gerado por uma ação da Polícia Civil contra a produtora do filme sobre Jair Bolsonaro

O governador de São Paulo e o senador fluminense têm um encontro programado para a Marcha para Jesus. Tarcísio e Flávio Bolsonaro voltam a dividir o palanque após um período de afastamento. A distância se intensificou nas últimas semanas, motivada pelas ligações do parlamentar com o empresário Daniel Vorcaro e por uma ação da Polícia Civil. Desde maio, os políticos não mantinham diálogo direto.

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O distanciamento envolveu uma investigação sobre o Instituto Conhecer Brasil, contratado pela prefeitura paulistana. A entidade pertence à produtora do filme sobre o ex-presidente. Sobre os agentes, o governador declarou: “A operação da polícia é uma coisa que a gente não interfere. A polícia tem autonomia para fazer as suas investigações, para fazer as suas operações. É uma instituição de Estado. Havia uma investigação em curso, uma demanda do Ministério Público, e a polícia cumpriu essa demanda. Sempre vai ser assim. A polícia vai ser e sempre será uma instituição de Estado”.

Investigação afeta relação de Tarcísio e Flávio Bolsonaro

O senador temeu que “parte” da corporação estivesse “sendo usada para fins eleitoreiros”. “Eu só não quero crer que a gente está sendo vítima, mais uma vez, de uma pescaria probatória, de uma perseguição, porque, se vão fazer uma operação para investigar irregularidades em um determinado contrato, que é de um ano e meio, dois anos para trás, tudo bem, as pessoas vão ter que explicar, o que não tem absolutamente nada a ver com o filme”, argumentou.

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Nos bastidores, formou-se uma “guerra fria”. Aliados do governador relataram o receio de se “contaminar” com “encrencas de terceiros”. Pessoas próximas ao senador viram a postura do gestor como a de um “zagueiro que chuta a bola para a torcida, em vez de tocá-la e segurar o jogo”. Questionado sobre o aliado, o governador pontuou: “Eu acho que tem muitas questões que ele mesmo precisa explicar”. Um interlocutor resumiu que ele “Não foi um defensor de primeira linha, mas também não fez gol contra”.

Flávio Bolsonaro confirma ida à Marcha para Jesus

A ida ao evento ocorreu após os Estados Unidos classificarem facções como organizações terroristas, fato usado para “virar a chave” da agenda. Nas redes sociais, o distanciamento era evidente. O governador citou o colega apenas uma vez no último ano, elogiando sua “articulação firme e necessária” no episódio. O senador compreende que cada um “defende a sua”, mantendo as queixas restritas aos “andares mais baixos” das equipes.

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