Economia & Negócios

Dólar recua para R$ 5,00 impulsionado por possível acordo no Irã e feriado americano

Cotação do dólar recua com otimismo global, enquanto o mercado interno monitora as novas projeções do Banco Central para a economia brasileira.

O dólar à vista iniciou a semana operando em desvalorização frente ao real, refletindo um movimento global de maior apetite por risco entre os investidores. A queda da moeda americana está diretamente associada às expectativas positivas em torno de um possível acordo para encerrar os conflitos no Irã. Esse cenário internacional mais otimista favorece moedas de países emergentes, pressionando a cotação para baixo logo nas primeiras horas de negociação do dia.

Publicidade

Além do panorama geopolítico, a liquidez do mercado financeiro global apresenta redução significativa nesta segunda-feira. O motivo é o feriado de Memorial Day nos Estados Unidos, que mantém as bolsas de valores e os mercados à vista americanos fechados. Sem a referência de Wall Street, o volume de negociações no Brasil tende a ser menor, o que pode gerar oscilações mais pontuais na taxa de câmbio ao longo do pregão.

Cotação do dólar hoje e o impacto do feriado nos EUA

No início da manhã, por volta das 9h10, a moeda operava com recuo de 0,54%, sendo negociada a R$ 5,002 na venda. O mercado futuro também acompanhou essa tendência de baixa. O contrato para junho, que atualmente representa o ativo de maior liquidez na bolsa brasileira B3, registrava uma queda de 0,85%, cotado a R$ 5,007. Esses números refletem a reação imediata dos agentes financeiros ao noticiário externo e à ausência dos investidores estrangeiros.

Publicidade

No cenário doméstico, as atenções se voltam para a agenda econômica do Ministério da Fazenda e para os dados divulgados pelo Banco Central. O tradicional levantamento semanal da autoridade monetária apontou ajustes nas expectativas do mercado financeiro. A projeção para a taxa de câmbio ao final de 2026 apresentou recuo, passando de R$ 5,20 para R$ 5,17, consolidando uma semana de revisões para baixo na estimativa da moeda estrangeira.

Projeções do Banco Central para a inflação e economia

O mesmo relatório do Banco Central revelou alterações em outros indicadores macroeconômicos importantes. A mediana das projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo de 2026 subiu de 4,92% para 5,04%, marcando a décima primeira elevação consecutiva. Em contrapartida, a estimativa para o Produto Interno Bruto do mesmo ano avançou ligeiramente de 1,85% para 1,89%. A expectativa para a taxa básica de juros, a Selic, permaneceu inalterada em 13,25% ao ano.

Publicidade

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo