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Tensão na Copa do Mundo: o que acontece com a seleção do Irã nos Estados Unidos?

Complexo esportivo em Tucson segue exigências da Fifa enquanto aguarda confirmação oficial sobre a participação da equipe no torneio

O estado do Arizona avança com a organização para hospedar a seleção do Irã na Copa do Mundo, mesmo com as incertezas geradas pelos conflitos no Oriente Médio. O complexo esportivo Kino, localizado na cidade de Tucson, mantém a adequação do gramado conforme as diretrizes da entidade máxima do futebol. As equipes de manutenção trabalham diariamente na irrigação para garantir o padrão exigido para o torneio internacional que ocorrerá nos Estados Unidos, Canadá e México.

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A diretora do local, Sarah Hanna, explicou que o campo de treinamento é preparado “nas mesmas condições em que vão jogar, tanto em Los Angeles quanto em Seattle”. A administração realiza reuniões semanais para alinhar a logística da delegação. Sobre a presença da equipe, a gestora afirmou: “Estamos felizes em recebê-los e vamos proporcionar a eles uma experiência positiva. Para nós, está 100% confirmado e nunca foi colocado em dúvida (…) até que escutemos algo diferente da Fifa”.

Preparativos para a seleção do Irã no complexo esportivo Kino

A indefinição sobre a viagem ocorre devido ao cenário geopolítico entre Washington e Teerã. A federação iraniana apresentou condições para participar do evento, incluindo a liberação de vistos para a comissão técnica. Existe a possibilidade de os norte-americanos vetarem a entrada de indivíduos associados à Guarda Revolucionária. O ex-presidente Donald Trump comentou sobre a vinda do time, declarando que a participação poderia não ser adequada “por sua própria vida e segurança”.

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Para lidar com o cenário, a organização local desenvolveu “um plano de segurança adaptado”, que restringe o acesso do público aos treinamentos. O presidente do FC Tucson, Jon Pearlman, declarou: “Não acredito que o presidente Trump ou alguém em nosso governo queira fazê-los se sentirem indesejados ou em perigo. Eles vão criar um ambiente seguro porque queremos que nosso país continue sendo um anfitrião”. Ele completou: “Nós os recebemos de braços abertos. Somos parte da comunidade mundial do futebol (…) o jogo une as nações, não as separa”.

Segurança da equipe iraniana e a visão de Donald Trump

A população de Tucson apresenta diferentes perspectivas sobre a chegada dos atletas. O morador Rob McLane declarou: “Espero que eles se sintam bem-vindos aqui apesar do que estamos fazendo”. O veterano Michael Holley afirmou: “Fico feliz que venham e não tenho más intenções nem reservas”, acrescentando que o político republicano “temia que os atletas fossem punidos por seu próprio governo se tivessem voz própria”. O imigrante Ali Rezaei expressou oposição ao grupo esportivo: “É impossível para mim apoiá-los. Se houver um protesto contra eles, talvez eu participe”.

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