Política

Cumprimento entre Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes na posse do TSE gera divisão na direita

A ex-primeira-dama e o ministro do STF trocaram abraços durante a posse de Kassio Nunes Marques, gerando reações divergentes entre os bolsonaristas

A presença da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), gerou reações no cenário político. Na cerimônia realizada na terça-feira (12), as duas figuras públicas se encontraram no plenário da Corte e trocaram um cumprimento com abraço e beijo no rosto. O gesto ocorreu ao final da solenidade, que também contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, parlamentares, lideranças da oposição e integrantes do governo federal.

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A interação cordial entre Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes repercutiu intensamente entre os apoiadores do ex-presidente da República, devido ao histórico de embates entre o magistrado e o grupo político. Em ocasiões anteriores, a ex-primeira-dama proferiu críticas públicas direcionadas ao ministro e à atuação do STF, motivadas principalmente pelo avanço das investigações referentes aos eventos de 8 de janeiro e às apurações sobre uma suposta tentativa de ruptura institucional. Antes de se dirigir ao magistrado, ela também foi vista conversando com a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, com quem dividiu a mesma fileira de assentos.

Reação dos bolsonaristas ao cumprimento de Michelle Bolsonaro e Alexandre de Moraes

O episódio dividiu opiniões entre figuras conhecidas do espectro conservador. O advogado criminalista Jeffrey Chiquini manifestou apoio à postura adotada pela ex-primeira-dama durante o evento no TSE. Em sua declaração sobre o ocorrido, o defensor argumentou a favor da atitude no plenário: “Meu repúdio a todos que a estão criticando por ter agido com frieza e firmeza diante do carrasco de seu cônjuge”. A perspectiva de Chiquini reflete a ala que interpretou o gesto como um ato de diplomacia e controle emocional em um ambiente institucional.

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Por outro lado, representantes da extrema direita expressaram descontentamento com a cena protagonizada na Corte Eleitoral. A juíza afastada Ludmila Lins Grilo reprovou a atitude, afirmando que “em casos extremos como esse, a recusa do cumprimento – aperto de mão, abraço ou beijo – não só é admissível, como é recomendada”. Na mesma linha de insatisfação, o consultor internacional Julio Schneider também criticou publicamente a interação. O consultor declarou: “Cumprimentar o sujeito que mandou prender injustamente o próprio marido, desculpem eu não tenho estômago pra entender isso”.

Posse no TSE reuniu Alexandre de Moraes, Michelle Bolsonaro e outras autoridades

A solenidade que marcou a transição de comando no Tribunal Superior Eleitoral reuniu diversas autoridades dos Três Poderes em um mesmo ambiente, propiciando encontros entre adversários políticos. Além da interação com a família do ministro do STF, a disposição dos assentos no plenário colocou a ex-primeira-dama próxima à atual primeira-dama, Rosângela da Silva, conhecida como Janja. O evento oficializou Kassio Nunes Marques, indicado ao Supremo Tribunal Federal durante a gestão de Jair Bolsonaro, como o novo presidente da Corte Eleitoral, sucedendo o próprio Alexandre de Moraes no comando do tribunal responsável pela organização das eleições no país.

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