Escolas municipais de Goiânia suspendem aulas após greve dos professores por reajuste
Trabalhadores da educação cobram plano de carreira e reajuste salarial, enquanto Justiça exige manutenção de 70% do efetivo
A greve dos professores em Goiânia teve início nesta terça-feira, resultando na interrupção das atividades nas unidades de ensino da rede municipal. A mobilização foi decidida pelos profissionais da educação durante uma assembleia geral realizada na semana anterior. O movimento sindical estima que milhares de estudantes da capital goiana fiquem sem o atendimento educacional regular devido à adesão dos servidores ao movimento paredista.
O Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Goiás (Sintego) aponta que aproximadamente quatro mil profissionais cruzaram os braços. A presidente em exercício da entidade, Ludmylla Morais, explicou o impacto esperado nas unidades de ensino, afirmando que “cerca de 50 escolas devem aderir à paralisação e outras 50 atenderão parcialmente”. Apesar da suspensão das aulas nas salas, a representante sindical garantiu que “as secretarias das escolas seguem abertas para atender à comunidade”.
reivindicações do Sintego na greve da educação em Goiânia
A pauta de exigências apresentada pela categoria engloba tanto os docentes quanto o quadro de apoio administrativo. Os servidores solicitam a implementação do plano de carreira para a área administrativa, a quitação das progressões funcionais e a atualização do piso salarial dos professores. O documento do sindicato também menciona o pagamento da data-base e o cumprimento de legislações municipais específicas, referentes ao descongelamento e ao enquadramento dos profissionais da rede de ensino.
Com a paralisação das atividades, a estimativa é que mais de 23 mil alunos matriculados no município sofram alterações em sua rotina escolar. Diante do cenário, a Secretaria Municipal de Educação (SME) comunicou que monitora a situação para garantir o cumprimento de uma determinação expedida pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO). A ordem judicial estabelece a obrigatoriedade de manter um contingente mínimo de 70% dos trabalhadores em exercício, com foco prioritário nas creches e no fornecimento de merenda.
prazo do TJGO para a Secretaria Municipal de Educação
A decisão da Justiça goiana também impôs uma exigência adicional aos organizadores do movimento sindical. O tribunal determinou a elaboração e entrega de um planejamento que assegure a continuidade dos serviços educacionais essenciais. Segundo Kaio Ygor Paulino da Silva, responsável pela advocacia setorial da SME, o prazo legal de 24 horas concedido para que o sindicato apresente esse plano de funcionamento mínimo se encerra ao meio-dia desta terça-feira.



