Saúde & Bem-estar

Alerta de hantavírus: diretor da OMS faz aviso urgente sobre contágio após surto em alto mar

Organização Mundial da Saúde orienta quarentena de 42 dias para passageiros do cruzeiro Hondius e avalia o risco de transmissão da cepa Andes

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que o “trabalho não terminou” após o resgate do cruzeiro Hondius, afetado por hantavírus. Em Madri, ele pediu que as nações se preparem para “mais casos” e sigam as “diretrizes” sanitárias. A embarcação, que iniciou sua rota na Argentina, registrou sete diagnósticos confirmados, um provável e três pessoas que faleceram em decorrência da infecção.

Publicidade

A repatriação ocorreu em Tenerife, na Espanha, envolvendo mais de 120 indivíduos de diversas nacionalidades. Sobre o cenário epidemiológico, Tedros explicou: “Não há indícios de que estejamos diante do início de um surto de maior magnitude. Mas, claro, a situação pode mudar e, dado o longo período de incubação do vírus, é possível que vejamos mais casos nas próximas semanas”. A cepa Andes, identificada no navio, possui a característica de permitir a transmissão direta entre humanos.

Orientações da OMS sobre o hantavírus no cruzeiro Hondius

Para conter a disseminação, a entidade internacional estabeleceu protocolos de monitoramento. “A recomendação da OMS é que (os passageiros do cruzeiro) sejam submetidos a um acompanhamento ativo, em um centro de quarentena designado ou em seu domicílio, durante 42 dias a partir da última exposição, que foi em 10 de maio, o que nos leva a 21 de junho”, detalhou o diretor. Ele enfatizou a necessidade de cooperação global ao lembrar que “Os vírus não conhecem fronteiras”.

Publicidade

O governo espanhol assumiu a responsabilidade de receber o navio após Cabo Verde negar a autorização de desembarque. O primeiro-ministro Pedro Sánchez avaliou a ação como um “sucesso” e disse que o mundo “não precisa de mais egoísmo, nem de mais medo; precisa de países solidários que queiram dar um passo à frente”. Dos quatorze espanhóis isolados em uma unidade militar, apenas um testou positivo, apresentando febre “e sintomas respiratórios leves”, mas mantendo um quadro clínico “estável”.

Risco global do hantavírus avaliado por Tedros Adhanom

Apesar da tensão gerada pelo desembarque nas Ilhas Canárias, a autoridade máxima de saúde buscou tranquilizar os residentes locais e a comunidade internacional. Tedros afirmou entender “perfeitamente que a população de Tenerife possa ter se sentido preocupada” com a chegada dos viajantes expostos ao patógeno. Contudo, o especialista garantiu que “o risco é baixo, tanto para a população de Tenerife quanto em escala mundial”. O navio seguiu viagem com uma equipe reduzida em direção aos Países Baixos.

Publicidade

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo