Treinador é denunciado por filmar Kristyna Janku e outras atletas no chuveiro
Atleta do futebol tcheco descobriu na delegacia que Petr Vlachovsky compartilhava imagens íntimas das jogadoras na internet.
A atleta da República Tcheca, Kristyna Janku, relatou uma grave violação de privacidade envolvendo seu antigo comandante. A profissional revelou que foi filmada sem consentimento no chuveiro pelo próprio técnico ao longo de anos. A descoberta ocorreu quando ela foi chamada a uma delegacia, momento em que tomou conhecimento das ações cometidas no ambiente esportivo.
Para auxiliar nas investigações, a esportista e outras integrantes do time precisaram visualizar os registros para reconhecer as vítimas. Durante o processo, a tcheca relatou o choque com o método utilizado. “Não vimos a câmera que ele estava usando”, explicou. As autoridades informaram que Petr Vlachovsky distribuía o material digitalmente para outro homem. Sobre o diálogo com a polícia, ela detalhou: “O policial me avisou: ‘Você é a pessoa mais comentada nessas conversas’. Foram coisas realmente repugnantes”.
A relação de Kristyna Janku com o treinador Petr Vlachovsky no Slovacko
O impacto da situação foi agravado pelo longo período de convivência no Slovacko, uma das principais equipes do futebol feminino no país, onde a profissional atuou por mais de uma década. A confiança depositada no técnico tornou a revelação mais complexa. “Éramos como uma grande família. Durante todo o tempo, era como se ele fosse outra pessoa. Ele tinha uma segunda personalidade”, pontuou a atleta.
No âmbito judicial, a penalidade aplicada a Petr Vlachovsky consistiu em uma sentença de prisão suspensa, acompanhada da proibição de exercer a função na República Tcheca por cinco anos. A medida gerou reações da Associação Tcheca de Jogadores de Futebol, que passou a cobrar das entidades esportivas uma punição definitiva e de alcance internacional.
Associação cobra banimento de Petr Vlachovsky e Kristyna Janku faz alerta
A representante da associação, Marketa Vochoska Haindlova, expressou a insatisfação da categoria com as limitações da punição. “Não deveria ser possível que o treinador simplesmente mude de continente e faça o que bem entender”, argumentou. Em meio ao processo judicial, a jogadora busca utilizar sua experiência para promover conscientização. “Não quero que nenhuma outra menina ou mulher no esporte seja prejudicada dessa forma”, finalizou.



