Brasil

Polícia indicia dono de colégio evangélico por posse e partilha de conteúdo adulto de menores

Bruno César Pohlmann Batista, diretor de escola particular, aguarda decisão do Ministério Público de Pernambuco em liberdade

A Polícia Civil de Pernambuco concluiu o inquérito e indiciou um dono de colégio evangélico localizado no bairro de Boa Viagem, na zona sul do Recife, por suspeita de envolvimento em crimes virtuais contra menores de idade. O documento final da investigação, que teve início em julho do ano passado, foi remetido ao Ministério Público de Pernambuco no dia 9 de abril. Agora, o órgão estadual analisará os elementos recolhidos para decidir se apresentará uma denúncia formal à Justiça contra o empresário.

Publicidade

O suspeito foi identificado pelas autoridades como Bruno César Pohlmann Batista, de 48 anos, proprietário do Colégio Cristão do Recife. Durante toda a fase de apuração policial, o diretor da instituição de ensino respondeu aos questionamentos em liberdade. A equipe de defesa do empresário declarou que ele nega todas as acusações imputadas e garantiu que o cliente “se encontra à inteira disposição das autoridades” para auxiliar no andamento processual.

Investigação sobre o dono de colégio evangélico Bruno César Pohlmann Batista

A legislação federal brasileira estabelece diretrizes rigorosas sobre a produção, o armazenamento e a disseminação de materiais digitais que contenham cenas de violência íntima com crianças e adolescentes. O indiciamento do diretor escolar baseou-se em dois artigos específicos do Estatuto da Criança e do Adolescente. O artigo 241-A penaliza a oferta, transmissão ou divulgação de material com conteúdo adulto envolvendo menores, enquanto o artigo 241-B criminaliza a simples posse ou armazenamento desses arquivos digitais.

Publicidade

Até o momento, a corporação policial não forneceu detalhes específicos sobre a dinâmica dos fatos ou sobre o volume de material supostamente encontrado sob a posse do investigado. Os advogados que representam o empresário emitiram uma nota reforçando a tese de inocência do seu cliente. O comunicado jurídico também destacou que o processo tramita sob segredo de Justiça, motivo pelo qual os dados do inquérito precisam ser mantidos em “estrito sigilo” para não atrapalhar o trabalho dos investigadores.

Próximos passos do inquérito no Ministério Público de Pernambuco

A defesa argumentou ainda que a imposição legal de confidencialidade impede o fornecimento de maiores esclarecimentos ao público neste momento processual. O futuro do caso depende agora da avaliação técnica dos promotores estaduais, que revisarão as provas digitais anexadas aos autos. Caso o Ministério Público aceite os indícios apontados pelos delegados, o proprietário da escola particular passará da condição de indiciado para a de réu no sistema judiciário pernambucano.

Publicidade

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo