Fim da linha: mandante do caso Mãe Bernadete falece durante operação policial no interior baiano
Conhecido como Ás de Ouros, Marílio dos Santos estava foragido após ser condenado a mais de 29 anos de prisão
O mandante do caso Mãe Bernadete, identificado como Marílio dos Santos, faleceu na madrugada desta quinta-feira (16/4) no interior do estado da Bahia. O fato ocorreu na zona rural do município de Catu, durante uma ação deflagrada por equipes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). O indivíduo era o principal alvo das diligências policiais que visavam o cumprimento de determinações judiciais pendentes.
A ocorrência foi registrada no momento em que as forças de segurança tentavam efetuar o cumprimento de um mandado de prisão expedido contra o foragido. Durante a aproximação das viaturas e das equipes táticas ao local onde ele se encontrava, houve um confronto armado. Em decorrência da troca de tiros com os agentes do batalhão especializado, o homem foi atingido e acabou falecendo na sequência da operação.
Mandante do caso Mãe Bernadete e a operação do Bope na Bahia
No sistema de segurança pública estadual, Marílio dos Santos era popularmente chamado pelo apelido de Maquinista. Além disso, ele ocupava uma posição de destaque nos registros policiais, sendo classificado como o “Ás de Ouros” do Baralho do Crime. Esse catálogo é uma ferramenta oficial administrada pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) com o objetivo de mapear e localizar os indivíduos mais procurados da região.
A situação jurídica do procurado havia passado por uma atualização recente nos tribunais baianos. Na terça-feira (14/4), dias antes da operação que resultou no confronto armado, o poder judiciário proferiu a sentença relacionada ao seu envolvimento no crime contra a líder quilombola. A condenação estipulou uma pena de 29 anos e nove meses de reclusão em regime fechado pelas infrações cometidas.
Condenação de Marílio dos Santos no caso Mãe Bernadete
Apesar da decisão judicial ter sido proferida e a pena estabelecida de forma oficial, o homem não se entregou às autoridades competentes. Ele permaneceu na condição de foragido da Justiça baiana, o que motivou a intensificação das buscas por parte das forças de segurança. A mobilização das equipes de inteligência culminou na descoberta do seu paradeiro na área rural de Catu, resultando na ação definitiva do Bope.



