Brasil

Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, é detido pela Polícia Federal em nova operação

Ação faz parte da Operação Compliance Zero, que apura supostos repasses indevidos a agentes públicos no Distrito Federal e em São Paulo.

A Polícia Federal cumpriu um mandado de prisão contra Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), nesta quinta-feira (16). A ação integra a quarta fase da Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro. Segundo as autoridades, os valores ilícitos seriam destinados ao pagamento de vantagens indevidas para agentes públicos. O ex-diretor já estava afastado de suas funções na instituição financeira desde novembro de 2025 por determinação da Justiça.

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Além da detenção do ex-dirigente bancário, os agentes federais também efetuaram a prisão do advogado Daniel Monteiro. A operação mobilizou equipes para o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão, distribuídos entre endereços no Distrito Federal e em São Paulo. As medidas foram autorizadas pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os investigadores buscam recolher documentos que auxiliem na compreensão da dinâmica dos repasses.

Investigação da Polícia Federal sobre Paulo Henrique Costa

O inquérito conduzido pela corporação apura uma série de infrações penais supostamente cometidas pelos alvos. Entre os delitos investigados estão corrupção, lavagem de capitais, crimes financeiros e organização criminosa. A suspeita é de que a estrutura do banco tenha sido utilizada para facilitar a ocultação da origem dos recursos. A análise do material apreendido anteriormente forneceu indícios para que o tribunal autorizasse as novas prisões.

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A gestão do Banco de Brasília tem sido objeto de escrutínio contínuo por parte dos órgãos de controle. Desde o afastamento de Paulo Henrique Costa, as operações internas da instituição passaram a ser monitoradas pela Polícia Federal e pelo Banco Central. O acompanhamento visa identificar possíveis falhas nos mecanismos de conformidade da entidade que teriam permitido a execução das fraudes financeiras investigadas na atual fase da operação.

Desdobramentos da Operação Compliance Zero no STF

Os detidos nesta etapa foram encaminhados para prestar depoimento e permanecem à disposição da Justiça enquanto o inquérito segue em andamento. O material recolhido durante as buscas passará por perícia técnica especializada. Os laudos resultantes dessa análise documental serão anexados ao processo no Supremo Tribunal Federal, fornecendo subsídios para as próximas etapas da apuração sobre o suposto esquema envolvendo a antiga diretoria da instituição.

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