Política

Reforma ministerial: 14 ministros deixam cargos para disputar eleições de outubro

Saídas ocorrem para cumprir o prazo legal de desincompatibilização; presidente optou por soluções internas para manter a continuidade dos trabalhos.

O Palácio do Planalto oficializou, nesta terça-feira (31), a substituição de 14 titulares de ministérios do governo federal. A movimentação ocorre em função do prazo de desincompatibilização, que exige que ocupantes de cargos públicos se afastem de suas funções até seis meses antes do pleito eleitoral, marcado para outubro. O limite para esses desligamentos encerra-se no próximo sábado (4), motivando a reforma administrativa para permitir que os agora ex-ministros possam concorrer a mandatos eletivos na próxima disputa nas urnas.

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Durante a reunião ministerial realizada para formalizar as trocas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva explicou que a estratégia adotada priorizou nomes que já integravam as equipes das pastas. Segundo o mandatário, a escolha por secretários-executivos e técnicos internos visa garantir que os projetos e políticas públicas em execução não sofram interrupções. “Optei por não chamar para cargos de ministros pessoas que atualmente não estão na Esplanada”, afirmou o presidente, reforçando o objetivo de permitir que os trabalhos em andamento tenham continuidade.

Critérios técnicos e continuidade administrativa

Entre as principais mudanças, a Casa Civil passa a ser comandada por Miriam Belchior, que ocupava a secretaria-executiva, substituindo Rui Costa. No Ministério dos Transportes, George Santoro assume a vaga de Renan Filho, enquanto no Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti entra no lugar de Simone Tebet. Outra alteração relevante ocorre no Ministério do Meio Ambiente, onde João Paulo Ribeiro Capobianco assume a titularidade após a saída de Marina Silva. A dinâmica de promoção interna foi aplicada na maioria das pastas afetadas pela regra eleitoral.

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As substituições também alcançaram áreas sociais e de infraestrutura. No Ministério da Educação, Leonardo Barchini substitui Camilo Santana, e nos Direitos Humanos e Cidadania, Janine Mello dos Santos assume a vaga de Macaé Evaristo. Já no Ministério das Cidades, Antônio Vladimir Lima passa a gerir a pasta no lugar de Waldez Góes. No setor produtivo, a Agricultura e Pecuária terá o comando de André de Paula, que deixa a Aquicultura e Pesca para substituir Carlos Fávaro, sendo sucedido em sua antiga pasta por Edipo Araujo Cruz.

Impactos da desincompatibilização na esplanada

A reforma ministerial abrange ainda os ministérios da Igualdade Racial, Povos Indígenas, Esportes, Desenvolvimento Agrário e Portos e Aeroportos. Nestas áreas, nomes como Rachel Barros de Oliveira, Eloy Terena, Paulo Henrique Cordeiro Perna, Fernanda Machiaveli e Tomé Barros Monteiro da Franca assumem os postos de Anielle Franco, Sônia Guajajara, André Fufuca, Paulo Teixeira e Silvio Costa Filho, respectivamente. Com a oficialização das posses, o governo busca estabilizar a gestão técnica para o segundo semestre do ano, enquanto os antigos titulares iniciam suas trajetórias nas campanhas eleitorais.

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