Pai agride filho autista para ele não virar bandido e acaba preso
Suspeito levou criança ao hospital com versões contraditórias sobre ferimentos; caso é investigado pela Polícia Civil de Goiás
Um homem foi detido pelas autoridades em Goiânia sob a acusação de causar lesões corporais em seu próprio filho, uma criança de 6 anos diagnosticada com autismo. O episódio, registrado na última quarta-feira (18), ganhou visibilidade quando o genitor buscou assistência médica para o menor em uma unidade de saúde local. A justificativa apresentada pelo suspeito para a violência física seria uma tentativa de disciplinar o comportamento do menino, alegando que as agressões tinham o objetivo de evitar que ele seguisse caminhos ilícitos no futuro, o que gerou imediata intervenção das autoridades competentes.
Ao chegar ao Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira, o responsável pela criança forneceu explicações desencontradas sobre a origem dos ferimentos visíveis no corpo do filho. Inicialmente, relatou que o menino havia despertado com inchaço na região ocular e, posteriormente, afirmou que uma queimadura presente na pele do garoto teria sido causada acidentalmente por uma colher quente. A equipe médica, ao notar as inconsistências nas narrativas apresentadas e a gravidade das lesões, acionou imediatamente o Conselho Tutelar para averiguar a situação e garantir a proteção do menor.
Confissão e motivação do crime
Durante o acompanhamento realizado pelos conselheiros tutelares, o pai acabou confessando a autoria das agressões diante dos questionamentos sobre as marcas no corpo da criança. Ele admitiu ter utilizado uma vara para golpear o filho. Segundo as informações apuradas e divulgadas sobre o caso, o homem sustentou que estava tentando “corrigir” as atitudes do menino para que ele “não virasse bandido”. Após receber os cuidados médicos necessários na unidade de saúde, a criança foi encaminhada à delegacia para a realização de exame de corpo de delito, procedimento fundamental para documentar a extensão dos danos físicos sofridos.
A Polícia Civil de Goiás aguarda agora a liberação do laudo pericial, que deverá indicar com precisão a gravidade das lesões e o intervalo de tempo em que foram infligidas. Esses dados técnicos são essenciais para orientar o enquadramento penal adequado ao caso. A ocorrência foi registrada durante o plantão do delegado Ronny Campos, que comunicou que o inquérito poderá ser transferido para uma delegacia especializada assim que os resultados dos exames forenses forem concluídos e analisados pelas autoridades, visando o correto andamento do processo legal.
Custódia e andamento do caso
No momento, o menino permanece sob a responsabilidade e cuidados do Conselho Tutelar, visto que não possui outros familiares residindo na cidade para assumir sua guarda imediata. Conforme levantamento preliminar das autoridades, pai e filho estão em Goiânia há aproximadamente um mês. As investigações prosseguem para esclarecer todos os detalhes do ocorrido e assegurar que as medidas legais cabíveis sejam aplicadas, priorizando a integridade física e psicológica da criança diante do cenário de violência doméstica identificado.



