Brasil hora hora entrevista o escritor Mauricio M. Castro da cidade de Poços de Caldas
Escritor possui uma vasta obra e tem vários fãs pelo Brasil e fora dele

O Brasil hora hora tem a honra de entrevistar o escritor Mauricio M. Castro, de Poços de Caldas. Mauricio possui um currículo grande em lançamento de livros. O escritor é membro de acadêmia de letras e de associação de escritores. Mauricio, nos fala de sua vida e de seus planos literários.
O senhor construiu uma carreira multifacetada como escritor, poeta, músico, compositor e contador de histórias e palestrante. Como essas diferentes expressões artísticas se conectam na sua trajetória?
Na realidade a parte literária vem depois de minha carreira como artista, mas hoje elas se entrelaçam de uma forma muito legal, por exemplo, quando vou a um asilo ou uma creche, uso a música para contar a história de algum de meus livros.
Integrar a APESUL – Associação de Poetas e Escritores do Sul de Minas e a ABLA – Academia Brasileira de Letras e Artes de Taubaté representa que tipo de reconhecimento para sua carreira literária?
São parcerias que engrandecem muito o meu currículo, mas acima de tudo são oportunidades de aprendizado, de conhecimento.
Suas obras já foram publicadas em jornais e até integraram eventos e discos. Como avalia a receptividade do público ao longo dos anos?
Como muito positiva e benéfica, pois o fato de ter reportagem em jornal, poemas e músicas gravadas em CDs e DVDs, acaba atraindo o público, que em sua maioria, gosta do meu trabalho.
O livro A girafa Sofia e o circo marcou uma virada em sua produção, inclusive com versões em inglês e espanhol. O que esse alcance internacional significou para o senhor?
Hoje a você encontra pelo menos um exemplar da girafa Sofia em 22 países diferentes e 12 bibliotecas internacionais, diria que por ser o meu primeiro livro, seria a realização de um sonho que eu nem sonhava ter.
A trilogia da girafa Sofia aborda temas como bullying, racismo e inclusão social. Por que escolheu tratar dessas questões no universo infantojuvenil?
Esses livros saíram de fatos reais que sofri ou presenciei, e como professor tenho o objetivo de divertir, mas também educar, formar pessoas do bem.
Como equilibrar leveza narrativa com temas sociais tão relevantes e, muitas vezes, delicados?
Eu procuro usar uma linguagem acessível, de fácil entendimento e usar situações de dentro do universo da criança, ou seja, “arroz com feijão bem temperado”.
O senhor mantém presença constante em escolas da região e de outros estados. Que impacto percebe no diálogo direto com crianças e adolescentes?
A presença do escritor na escola em si já é um grande elo de ligação, pois geralmente as pessoas enxergam o escritor como alguém do alto, de longe, e quando ocorre o encontro o interesse e a participação é maior, e muito benéfica.
Em tempos de redes sociais e excesso de estímulos digitais, como despertar o interesse dos jovens pela leitura?
Existem certas estratégias formuladas, que são boas, eu uso uma que aprendi com Dom Bosco (Sou ex-aluno Salesiano) – “Eu gosto do que eles gostam, para que eles gostem do que eu gosto”, porque quando você participa das coisas deles fica mais fácil deles participarem das suas.
Entre os dez livros já publicados, qual considera mais desafiador do ponto de vista criativo e por quê?
Tem duas biografias, que fogem do universo que escrevo e que me deram muito trabalho, mas o livro Princesa Leonora- Reino encantado de Parnom com certeza foi o mais desafiador, pois foi uma história que eu levei 55 anos, isso mesmo, cinquenta e cinco anos para tirar de minha cabeça e por num papel, e trazer para nossos dias.
Seu novo livro, O curioso Custódio, será lançado na FLIPOÇOS 2026. O que o público pode esperar dessa nova obra?
Creio que o público vai se encantar e se divertir muito com as situações que o Custódio passará.

A história de Custódio parte da pergunta: “Pessoas simples podem viver grandes aventuras?”. Que reflexão o senhor busca provocar com essa narrativa?
Busco chamar a atenção de que não é a condição social que determina quem pode ter uma grande aventura, que isso pode ocorrer com qualquer pessoa.
O personagem percorre uma longa jornada como consequência de sua curiosidade. Que lições essa trajetória pretende transmitir aos leitores?
Existe uma moral, um ensinamento no final da história, mas esse é um segredo guardado a sete chaves, que só quem ler o livro saberá.
De que maneira sua vivência como palestrante influencia a construção dos personagens e das histórias que escreve?
Minhas palestras, geralmente são em cima de meus livros, mas estou sempre observando o cotidiano, o que ocorre com as pessoas pois daí pode sair uma personagem, uma história, como O curioso Custódio, por exemplo, foi inspirada numa pessoa real, curiosa demais, ou A girafa Sofia em Amarelândia que saiu de um racismo que eu sofri.
Como o senhor avalia o atual cenário da literatura infantojuvenil no Brasil?
Nós temos bons escritores nesse tipo de escrita, e um farto material.
Ao meu ver falta incentivo do governo para levar os livros as salas de aula, incluir a leitura no currículo, no Brasil.
Não é irônico? Nenhum livro meu foi incluído numa escola brasileira para leitura, mas já foram incluídos em escolas estrangeiras.
Quais são os próximos projetos após o lançamento em 2026 e quais caminhos ainda deseja explorar na literatura?
Uma vez lançado o livro começo a frequentar feiras literárias, escolas, instituições, etc.
Estou no momento escrevendo um livro de poemas, crônicas, causos, pensamentos, é um novo caminho a seguir, mas eu gosto de desafios, e posso dizer que esse é um grande desafio para mim.
