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Departamento de Justiça remove documentos citando Trump no caso Epstein

Relatório da NPR aponta remoção de registros sobre suposta violência íntima envolvendo ex-presidente e menor de idade

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos realizou a retenção e a remoção de arquivos específicos relacionados ao caso Jeffrey Epstein que mencionam o presidente Donald Trump. A informação foi divulgada nesta terça-feira (24) pela organização de mídia NPR, sediada em Washington. De acordo com a apuração, parte do material retirado do banco de dados público envolve alegações de violência íntima contra uma menor de idade. Os registros estariam vinculados às investigações sobre o financista norte-americano, que faleceu na prisão em 2019 antes de responder judicialmente pelas acusações de crimes contra a dignidade sexual.

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O levantamento realizado pela reportagem indica que dezenas de páginas foram catalogadas pelo órgão governamental, mas não foram disponibilizadas para consulta pública. Entre os itens que não estão acessíveis, destaca-se um documento com mais de 50 páginas. Este arquivo contém anotações de conversas e entrevistas conduzidas pelo FBI com uma mulher que acusou Trump de cometer atos de violência íntima décadas atrás, período em que ela ainda não havia atingido a maioridade legal. A organização jornalística apontou que esses registros foram excluídos do acesso geral, levantando questionamentos sobre a transparência do processo.

Silêncio oficial e conexões com a cúmplice

Ao ser questionado pela NPR sobre o teor dos arquivos e a justificativa para a não divulgação, o Departamento de Justiça optou por não emitir comentários. Além das menções diretas ao presidente, o conjunto de documentos supostamente alterado inclui registros referentes a uma testemunha fundamental no julgamento de Ghislaine Maxwell. A ex-companheira de Epstein cumpre atualmente uma pena de 20 anos de reclusão por envolvimento no esquema de agenciamento de menores. A retirada de partes do conteúdo para consulta pública foi identificada durante as análises dos papéis liberados no final de janeiro.

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Recentemente, no dia 9, Maxwell participou de uma videoconferência destinada a uma comissão que apura as ligações de Jeffrey Epstein com figuras de poder. Durante a sessão, a detenta manteve-se em silêncio. No entanto, a defesa de Ghislaine comunicou que ela estaria disposta a fornecer detalhes sobre o relacionamento do magnata com autoridades políticas e empresariais dos Estados Unidos. Essa colaboração, contudo, estaria condicionada à concessão de um indulto por parte de Donald Trump, conforme relataram seus advogados à imprensa.

Histórico de investigações e arquivos restritos

A investigação da NPR ressalta que, embora novos arquivos tenham sido liberados recentemente, a triagem realizada pelo governo manteve certos dados sob sigilo. A organização encontrou evidências de que o material foi devidamente listado nos sistemas internos, mas bloqueado externamente. O caso continua a gerar repercussão devido ao volume de documentos — cerca de 3,5 milhões de arquivos — e às conexões de alto nível do financista. Até o momento, não há confirmação oficial sobre quando ou se esses registros específicos retornarão ao domínio público para análise da sociedade.

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