Opinião

Vida e morte; crônica sobre metamorfose

Texto reflexivo sobre como somos e como podemos mudar

Entre todos os entraves para se viver bem, está a relação da humanidade com seu fim; ou melhor, com sua finitude como pessoa, passando as fases de idade, culminando com a hora exata que o coração para. 

Morrer, o que significa isso? Morre-se o corpo, morre a carne em putrefação, indo desde o corpo preso no caixão para a terra, como na cremação em virar logo pó. Mas, o que resta, e o que fica, tem a linha do que deixar ao outro, desde patrimônio, ao amor e lealdade para quem fez o diferencial em nossas vidas. 

Vida, é uma existência única, cada pessoa tem seus desafios, amores, dores, aparências etc. Só que fica na marca que deixamos é por vezes nossas vozes, nossos sentimentos, nossas caridades e nossas maldades. 

Ninguém deixa somente amigos; deixamos inimigos, dores em matar algo em alguém, como um relacionamento que não deu certo; uma briga banal por qualquer motivo, ou mesmo a briga pelo capital, o dinheiro.  

Somamos, dividimos, cortamos e costuramos, como também montamos pontes na vida. Subimos morros, escalamos montanhas. Matamos dragões e fazemos artes com a imaginação. 

Viver é simplesmente UM NÃO SEI! 

Cada pessoa tem sua filosofia, seus delírios e conceitos para esquematizar. Bastamos ver a linha de nossa linhagem, falo de avós, pais, filhos, linhas de vida de gerações que são diferentes em conceitos como padrões de moda, agir, religião e sexualidades como outros muitos pontos que podem ser falados. 

Ser uma pessoa é ser parte do universo, e ter em mente que é também uma areia no meio de uma tempestade que se vai para longe. Longe pode ser mudança de casa, país, ou mesmo de conceito filosófico em que se voa para conseguir algo que acalmar e alimente a alma. 

Morrer é em vida ou na morte questão de estruturação de religião, política e vivência com o outro. Viver é questão de se ouvir e ouvir o que o outro tem em dizer sobre o mundo; neste ano de política bipolar em que esquerda e direita se matam, se faz questão de vida saber amar o próximo, ou questão de morte se fechar na bolhar e ir na direção de uma beira de precipício em que se cai e não é ouvido por quem pode ter uma corda para salvar.  

Viver e morrer é a mesma coisa quando a alma e a consciência se fecham no padrão de uma cor só, esquecendo-se do arco-íris que é a multiplicidade vozes em ritmo de uma canção da América.  

Viver é saber amar, coisa dolorosa para quem não foi ensinado a amar desde criança!  

Mas, ainda há tempo de amar? Sim, se o coração se abrir como casulo de borboleta em metamorfose para a luz que clareia a sabedoria de quem é o outro e quem é você. 

Ame-se e alimente a vida como também alimente o outro com sabedoria.  

 

Gustavo Marangão, jornalista, poeta, escritor com mais de seis livros lançados. Ganhador de honra ao mérito em jornalismo. Ganhador de moção de aplausos da câmara de Varginha-MG. Dono do jornal Brasil hora hora.

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