O segredo do relaxamento: por que a masturbação consciente tem o mesmo efeito de uma meditação profunda
Sexóloga detalha os passos para adotar o autocuidado íntimo, focar no momento presente e aproveitar os benefícios físicos e mentais da técnica
A masturbação consciente une prazer individual à atenção plena, assemelhando-se aos efeitos da meditação. O método foca no presente durante o toque, eliminando distrações externas. Segundo a sexóloga Angie Rowntree, a abordagem prioriza as sensações físicas em vez da busca exclusiva pelo clímax. “É uma forma empoderadora de abordar a curiosidade e a exploração sexual, e pode ser um meio eficaz de deixar de encarar a masturbação como algo apressado ou rotineiro”, afirma.
As vantagens da técnica incluem o autoconhecimento, a regulação do sistema nervoso e a conexão corporal. O mapeamento das áreas erógenas atua como uma meditação ativa. A liberação de ocitocina induz ao relaxamento profundo e melhora a qualidade do sono. “Praticar a masturbação consciente pode ajudar a aliviar o estresse ao longo do tempo, em parte reduzindo os níveis de cortisol, especialmente se feita regularmente”, explica Rowntree sobre os impactos fisiológicos.
Passo a passo da masturbação consciente segundo Angie Rowntree
Para iniciar a prática, a preparação do ambiente é essencial. A recomendação envolve a escolha de um espaço privado e sem interrupções. Aparelhos eletrônicos devem ser desligados para garantir o foco. O processo começa com exercícios de respiração profunda, visando a conexão com o agora. “Essa parte é basicamente o que você faria em qualquer prática meditativa para ajudar seu cérebro a mudar o foco da agitação mental para a consciência corporal”, detalha a sexóloga.
A etapa seguinte consiste em iniciar os toques gradualmente, explorando primeiro as regiões não genitais. O objetivo não é o orgasmo rápido, mas perceber variações de temperatura e textura na pele. A lentidão dos movimentos permite apreciar as respostas físicas aos estímulos. “Varie os toques e observe o que lhe dá prazer. Se você se empolgar e terminar, tudo bem — contanto que esteja se divertindo”, orienta a especialista sobre a fluidez do momento.
Angie Rowntree explica o pós-prática do toque consciente
Após a finalização, a recomendação é reservar instantes para observar as sensações remanescentes no organismo. Esse período de assimilação consolida o relaxamento físico e mental. A experiência varia dependendo do dia, adaptando-se às necessidades individuais de cada sessão. “Alguns dias pode ser uma liberação rápida. Outros dias pode ser um ritual longo e sensual. E outros dias, pode ser simplesmente uma maneira de lembrar que seu corpo é seu, seu prazer é válido e sempre há mais para descobrir”, conclui.



