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Foragido há 130 dias, rapper Oruam relata doença grave para tentar sair da cadeia e juíza decide

Advogados do cantor Mauro Davi dos Santos Nepomuceno apresentaram exames médicos, mas magistrada exigiu perícia oficial

A Justiça negou o pedido de revogação da prisão preventiva do rapper Oruam, nome artístico de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno. A decisão ocorreu após a equipe de defesa do artista apresentar documentos médicos relatando um diagnóstico de tuberculose pulmonar. Os advogados utilizaram a condição clínica para solicitar que o cantor respondesse às acusações em liberdade, argumentando que o estado de saúde do cliente exige cuidados imediatos fora do sistema prisional.

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Os laudos anexados ao processo pela defesa indicam que o artista apresenta lesões nos tecidos pulmonares e tosse crônica. Além disso, os representantes legais informaram que houve uma perda de aproximadamente cinco quilos no último mês. Esse emagrecimento rápido teria provocado o desenvolvimento de sarcopenia, uma condição caracterizada pela diminuição progressiva da massa muscular e da força física, o que agravaria o quadro geral do paciente.

Situação jurídica do rapper Oruam e andamento do processo

O cantor encontra-se na condição de foragido há mais de 130 dias, desde que o mandado de prisão foi expedido no início do mês de fevereiro. Ele figura como réu em um processo que investiga uma tentativa de tirar a vida de dois policiais civis. O episódio que originou a denúncia ocorreu durante uma operação policial realizada em julho de 2025. Desde a determinação judicial para o seu recolhimento, o artista não se apresentou às autoridades competentes.

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Ao analisar a solicitação da defesa, a juíza Tula Corrêa de Mello optou por indeferir o pedido e manter a medida cautelar de privação de liberdade. A magistrada fundamentou sua decisão no histórico do processo, destacando que a prisão preventiva continua necessária em virtude do descumprimento de medidas cautelares que haviam sido impostas anteriormente ao réu. A autoridade judicial considerou que a ausência de colaboração impede a concessão do benefício.

Decisão da juíza Tula Corrêa de Mello sobre avaliação médica

Apesar de manter a restrição de liberdade, a magistrada estabeleceu diretrizes para garantir o atendimento de saúde do investigado. Ficou determinado que uma avaliação médica oficial deverá ser realizada assim que o artista for capturado ou decidir se entregar voluntariamente. O objetivo desse exame pericial é verificar as reais condições clínicas do paciente e atestar se a rede prisional possui a capacidade estrutural para oferecer o tratamento adequado à patologia relatada.

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