Tensão nos bastidores: ex-babá expõe rotina exaustiva e processa Juliano Cazarré em R$ 225 mil
Ação judicial movida contra o ator e sua esposa, Leticia Cazarré, cobra direitos não pagos e indenização após demissão ocorrida em março

O ator Juliano Cazarré é alvo de uma ação trabalhista movida por uma antiga empregada doméstica, que também atuava como babá de seus seis filhos. O processo judicial estipula um pedido de indenização de aproximadamente R$ 225 mil. A profissional trabalhava na residência da família, localizada na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, e alega descumprimento de diversas normas trabalhistas durante o período de vigência do contrato.
Nos autos do processo, a trabalhadora relata uma rotina que chegava a 14 horas diárias. O expediente iniciava às 8h e terminava perto das 20h, além de convocações na madrugada para cuidar das crianças e pernoites no local. A ex-funcionária afirma que não havia controle de ponto, o que impedia o pagamento correto de horas extras. Além de cuidar dos filhos do casal, ela acumulava tarefas de limpeza, lavagem de roupas e organização da casa.
Detalhes do salário informal pago por Leticia e Juliano Cazarré
A petição inicial questiona a forma de pagamento do salário. A ex-babá declara que a remuneração total era de R$ 5,5 mil, mas o registro na carteira de trabalho contabilizava apenas um valor entre R$ 2,5 mil e R$ 2,8 mil. O restante seria pago de forma não oficial. A defesa anexou mensagens atribuídas à esposa do ator para provar a prática. No texto, ela afirma: “Minha contadora sugere colocarmos R$ 2.500 na carteira e R$ 3.000 livre, me complica um pouco na hora de calcular férias, mas eu vejo quando ela chegar”.
O documento judicial descreve supostos episódios de assédio moral, apontando que a sobrecarga causou impactos diretos na saúde da profissional. A ex-empregada relata ter sofrido com picos de pressão alta e estresse contínuo. Um dos incidentes citados na ação envolve uma crise alérgica enfrentada pela babá. Conforme a denúncia, mesmo apresentando sintomas físicos, ela foi orientada a continuar trabalhando, sem buscar assistência médica imediata.
Demissão e exigências no processo trabalhista contra Juliano Cazarré
A demissão ocorreu em março de 2026, logo após a funcionária cobrar a regularização de seus direitos. Na Justiça, ela exige o pagamento de verbas rescisórias, adicional noturno, diferenças salariais, décimo terceiro, férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e indenização por danos morais. A assessoria de imprensa de Juliano Cazarré não emitiu posicionamento oficial sobre o caso. A ação judicial tramita dias após o artista receber a Medalha Tiradentes da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.



