Benefícios da presença paterna no desenvolvimento infantil são comprovados por estudos científicos
Entenda como o envolvimento ativo dos pais influencia a saúde mental infantil e alivia a sobrecarga materna no cotidiano familiar
A sanção da lei nº 15.371, que amplia a licença para 20 dias no Brasil, insere a presença paterna nas discussões de saúde pública. Pesquisas mostram que o envolvimento ativo dos homens na criação gera resultados positivos nos aspectos cognitivos das crianças. O impacto reflete no desempenho escolar e na capacidade de lidar com emoções.
Estudos internacionais reforçam a dinâmica. Uma pesquisa da Universidade de Oxford indica que interações criativas favorecem trajetórias saudáveis. Nos Estados Unidos, o periódico Developmental Psychobiology revelou que o contato regula o cortisol, diminuindo riscos de tensão emocional, quadro emocional delicado e uso de substâncias ilícitas na fase adulta. Segundo o psiquiatra Diego Ortega, “Crianças que percebem pais emocionalmente distantes costumam ter mais sintomas psíquicos ao longo da vida, mesmo quando adultas”.
Impacto da presença paterna segundo o psiquiatra Diego Ortega
A participação masculina efetiva atua na redução da sobrecarga materna. A divisão justa das responsabilidades contribui para um ambiente acolhedor. A psicóloga Marianne Ramos Feijó, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), explica que o termo ajuda não reflete a real função. Segundo ela, “O cuidado com os filhos é uma oportunidade de construção, de cumplicidade e de desenvolvimento social para todos”.
Identificar alterações na rotina dos menores é uma vantagem do convívio diário. Queda no rendimento escolar ou isolamento exigem observação. Ortega destaca que “Crianças que mudam padrões de comportamento subitamente podem estar dando os primeiros sinais de dificuldade”. Na adolescência, a disponibilidade continua fundamental. O médico orienta que “É necessário estar a postos para quando ele se aproximar novamente, seja para pedir ajuda, seja para compartilhar os sucessos fora do leito familiar”.
Reconstrução da presença paterna na visão de especialistas
A construção de laços ocorre em diferentes etapas, mesmo se o contato inicial não foi ideal. A reaproximação exige disposição para conhecer a criança sem expectativas prévias. A adoção de uma postura participativa transforma a dinâmica do lar. A psicóloga Marianne Ramos Feijó ressalta a evolução do cenário, afirmando que “Hoje, já vemos modelos mais promissores e equitativos de divisão nos cuidados com filhos nas famílias”.



