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Tensão no Oriente Médio: Estreito de Ormuz tem data para reabrir, mas nova cobrança gera impasse

Entenda os detalhes do acordo entre EUA e Irã, as divergências sobre taxas de navegação e os próximos passos do tratado nuclear

Donald Trump confirmou que o Estreito de Ormuz será “totalmente reaberto” na próxima sexta-feira, dia 19. A data marca a assinatura do memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio. Durante a cúpula do G7, na França, o presidente americano assegurou que a rota será desobstruída e que o texto prevê “claramente que o Irã não terá armas nucleares”. O tratado definitivo será firmado presencialmente em Genebra, na Suíça.

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Apesar da promessa presidencial de liberação imediata, a Casa Branca trabalha com outro cronograma. Um funcionário do alto escalão informou que a normalização do tráfego naval deve ocorrer “ao longo das próximas duas semanas”, mesmo já registrando um “aumento substancial” na movimentação. Trump demonstrou otimismo com as negociações dos próximos 60 dias. “O Irã quer resolver isso. Eles precisam retomar os negócios, e o relacionamento agora está normalizado, então acho que vai acontecer bem rápido”, declarou.

Divergências sobre pedágio no Estreito de Ormuz

O pacto apresenta versões contraditórias sobre os custos de navegação na região. O líder dos EUA sustenta que a passagem das embarcações será gratuita. “Tivemos uma pequena discussão sobre isso. É toll-free”, relatou Trump, acrescentando que a liberação depende apenas da retirada de explosivos da água. “Há uma caça às minas em andamento”, explicou, garantindo que “Até sexta-feira, estará completamente aberto.” Em contrapartida, o Ministério das Relações Exteriores do Irã apresentou outra perspectiva.

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Esmaeil Baghaei, porta-voz da chancelaria iraniana, esclareceu que o país não exigirá pagamento pelo trânsito simples, mas cobrará por facilidades operacionais. “Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar pedágios de trânsito”, pontuou. Contudo, o diplomata ressaltou que “Mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários”. Baghaei também mencionou que Teerã mantém uma “profunda desconfiança” em relação ao governo americano.

Próximos passos do acordo entre Donald Trump e Irã

O documento atual representa a fase preliminar de um diálogo diplomático mais extenso. As equipes técnicas iniciarão debates sobre o futuro do programa nuclear e o possível alívio de sanções econômicas, condicionado ao cumprimento das regras por Teerã. O presidente americano prometeu divulgar o texto “em alguns dias” para análise do Congresso. Ao comparar o novo memorando com o pacto da gestão anterior, Trump declarou: “É um documento muito poderoso, não como o documento de Obama, que era terrível”.

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