Fim do conflito? Acordo com Irã já está assinado e detalhes surpreendem o mercado global
Tratado de paz no Oriente Médio envolve a liberação de rotas comerciais de petróleo, mas enfrenta impasses sobre o programa nuclear de Teerã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que o acordo com Irã para encerrar o conflito no Oriente Médio encontra-se assinado. A declaração ocorreu antes de uma cúpula do G7 na França. Fontes indicam que o tratado tem assinaturas de Trump, do vice JD Vance e de Mohammed Bagher Qalibaf, presidente do Parlamento iraniano. Uma cerimônia presencial ocorrerá na próxima sexta-feira, em Genebra, na Suíça.
Sobre a publicação dos termos, o líder republicano garantiu a transparência do processo. “Este é um documento muito importante e quero que seja divulgado. Provavelmente em breve. Diria que depois de sexta-feira”, declarou. Em paralelo, o tráfego marítimo comercial começou a ser retomado. O primeiro navio petroleiro atravessou o Estreito de Ormuz com êxito, indicando alívio para o escoamento global.
Detalhes do acordo com Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz
O político norte-americano utilizou suas redes para atualizar o status da navegação. “Os navios estão começando a se movimentar, muitos carregados de petróleo, para fora do Estreito de Ormuz. Eles estão seguindo pela ‘Rodovia’ do Sul, que é totalmente segura e preservada. Existem outras rotas de navegação também!!!”, publicou. A implementação prática das medidas depende da conclusão do evento suíço.
Apesar do avanço, o memorando esbarra em tensões regionais. O governo de Teerã exige a interrupção das ofensivas contra o Líbano como condição para manter o pacto. Contudo, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou recusa em retirar tropas do território sul-libanês, mantendo as hostilidades contra o Hezbollah. Essa divergência é um entrave para a estabilidade proposta pelo documento.
Impasses no tratado de paz com Teerã e o programa nuclear
Outros pontos de atrito envolvem taxas marítimas e controle de armamentos. Enquanto os Estados Unidos afirmam que a passagem pelo estreito será isenta de pedágios, autoridades iranianas planejam instituir uma tarifa. Além disso, o texto estabelece sessenta dias para resolver o destino do estoque de urânio enriquecido e o programa nuclear do país asiático. Sem consenso no período, o cronograma poderá ser estendido.



