Fim dos ataques: acordo de paz entre EUA e Irã avança para assinatura com concessões de Trump
O documento prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e o fim das sanções, enquanto questões nucleares ficam para negociações futuras
Um memorando para firmar o acordo de paz entre EUA e Irã tem previsão de assinatura para este domingo, com Genebra despontando como o local provável. O documento, que visa encerrar as hostilidades no Golfo, está em fase final de redação. A expectativa é que o texto seja concluído até sábado, permitindo a formalização pelo vice-presidente norte-americano, JD Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammed Baqer Qalibaf.
Donald Trump confirmou o cancelamento de novas investidas militares contra o território iraniano, justificando que as tratativas estavam consolidadas. Na Casa Branca, o mandatário afirmou: “Acabamos de chegar a um ótimo acordo sobre a guerra com o Irã”. A declaração ocorreu horas após ele ter cogitado uma nova ofensiva “com muita força”, sinalizando uma mudança que resultou no alívio das tensões globais.
Termos do acordo de paz exigidos pelo Irã a Donald Trump
As condições descritas por autoridades de Teerã indicam que o rascunho atende a grande parte das exigências iranianas, incluindo a suspensão de sanções sobre o petróleo e o desbloqueio de fundos. O país também exige a paralisação dos confrontos no Líbano. A agência Mehr relatou que as concessões envolvem a retirada de forças norte-americanas, destacando que: “Os Estados Unidos e seus aliados precisam apresentar planos para a reconstrução do Irã no valor de pelo menos US$300 bilhões”.
Para Washington, a prioridade é garantir que o programa nuclear iraniano não resulte em armamentos, tema transferido para rodadas futuras. O avanço diplomático gerou reflexos no mercado financeiro, impulsionando bolsas e provocando queda nos preços do petróleo. Sobre a liberação de rotas comerciais, Trump pontuou: “O estreito será oficialmente aberto assim que assinarmos, o que pode acontecer em breve, muito em breve, talvez no fim de semana na Europa”.
Aprovação de Mojtaba Khamenei para o memorando de paz
A viabilidade do tratado dependia do aval das altas esferas de poder em Teerã. Ao ser questionado se o líder supremo do país, o aiatolá Mojtaba Khamenei, havia concordado com as diretrizes, o presidente norte-americano respondeu: “Entendo que a resposta é sim.” A formalização deste entendimento marca o desfecho de um período de escalada militar que iniciou com trocas de disparos entre iranianos e israelenses, seguidas por retaliações em bases dos Estados Unidos.



