Saúde & Bem-estar

O futuro da saúde dos brasileiros: o que vai piorar no seu corpo até 2030 segundo a ciência

Pesquisa da The Lancet projeta o cenário das doenças crônicas no país, indicando aumento de diabetes e hipertensão na próxima década

Uma projeção científica traçou o panorama da saúde dos brasileiros para a próxima década, apontando contrastes nos hábitos da população. O levantamento, publicado na revista The Lancet Regional Health, indica que o país atingirá as metas de redução do tabagismo e da ingestão de bebidas açucaradas até 2030. Em contrapartida, os dados revelam um cenário de piora para o peso corporal, consumo de álcool e incidência de condições crônicas.

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O trabalho foi desenvolvido por pesquisadores do Ministério da Saúde e da Universidade Federal de São Paulo. Para calcular as estimativas, os especialistas analisaram respostas de 643.196 adultos entrevistados pelo sistema Vigitel, usando o ano de 2019 como base. As metas avaliadas integram o plano estratégico nacional para o enfrentamento de agravos não transmissíveis, que estipula objetivos para a melhoria da qualidade de vida.

Projeções da The Lancet para a saúde dos brasileiros

A pesquisa estima que o hábito de fumar cairá de 9,8% para 4,7%. A ingestão de bebidas adoçadas deve recuar de 15% para 3,2%. Contudo, os cientistas alertam que “evidências recentes sugerem uma possível estabilização na queda do tabagismo”. Eles ressaltam ainda que: “A ausência de ajustes na tributação do tabaco desde 2016 e a crescente disponibilidade de novos produtos de nicotina e tabaco (por exemplo, cigarros eletrônicos), que não foram incluídos nesta análise, podem representar novos desafios”.

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A projeção aponta que a obesidade saltará de 20,3% para 28,3%. O consumo excessivo de álcool também apresenta tendência de alta, passando de 18,8% para 21,3%. Consequentemente, as taxas de diabetes devem subir para 10,9%, enquanto a hipertensão arterial tem previsão de alcançar 27,3% dos cidadãos, distanciando o país dos objetivos de controle dessas enfermidades estabelecidos pelos órgãos sanitários.

Desafios do Ministério da Saúde contra doenças crônicas

A prática de exercícios físicos e a ingestão de frutas apresentarão crescimento modesto, sem atingir os índices esperados. Sobre a manutenção dos resultados, os autores advertem que “o progresso observado ao longo do tempo, (utilizado para projetar os dados de 2030), pode não se manter, e que esforços contínuos de políticas para reduzir o consumo de bebidas açucaradas permanecem essenciais” para evitar retrocessos.

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