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Decisão drástica: governo Trump barra retorno de americanos expostos ao Ebola e os envia para o Quênia

A medida altera o protocolo de repatriação para tratamento médico nos Estados Unidos e gera debates sobre a infraestrutura de saúde no país africano.

O governo de Donald Trump planeja enviar americanos expostos ao Ebola para o Quênia, em vez de autorizar o retorno imediato desses cidadãos aos Estados Unidos. A medida altera protocolos anteriores de saúde pública, nos quais profissionais que entravam em contato com o vírus eram repatriados para hospitais americanos de alta complexidade. A informação foi confirmada por fontes ligadas ao planejamento governamental, marcando uma mudança na abordagem de contenção da doença.

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A mudança ocorre durante uma epidemia na República Democrática do Congo, que registrou mais de mil diagnósticos e duzentos pacientes que faleceram rapidamente. Recentemente, os Estados Unidos transferiram um médico com sintomas para a Alemanha e encaminharam seis pessoas para monitoramento na Europa. Além disso, a gestão americana acionou a legislação conhecida como Title 42 para restringir a entrada de viajantes provenientes de regiões afetadas pelo surto.

Estrutura no Quênia para pacientes com Ebola

Para viabilizar a nova diretriz, oficiais do Serviço de Saúde Pública passam por treinamento específico antes do envio ao Quênia. O projeto original previa apenas a observação clínica no país africano, mas a estratégia atual estabelece que o tratamento completo ocorra no local, inclusive para cientistas e médicos do governo. A estruturação da base médica resulta de uma operação conjunta entre os departamentos de Estado, Defesa e Saúde e Serviços Humanos para isolar os cidadãos fora do território americano.

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Especialistas da área médica expressam ressalvas quanto à capacidade técnica das futuras instalações no exterior. Tom Inglesby, diretor do Centro de Segurança Sanitária Johns Hopkins, avalia a situação de forma crítica. “— Sabemos que as chances de eles sobreviverem a uma infecção por Ebola seriam maiores em unidades especializadas que foram projetadas para cuidar deles —”, afirma o diretor. Ele também questiona a decisão de não repatriar os profissionais: “— Temos um forte compromisso ético de cuidar deles com o melhor tratamento possível nos Estados Unidos.”

Avaliação de Craig Spencer sobre o tratamento do vírus

A letalidade do vírus atinge cerca de 50%, índice que pode ser reduzido com intervenção clínica precoce e infraestrutura de ponta. Craig Spencer, especialista em saúde pública da Universidade Brown, aponta que a base queniana dificilmente alcançará a sofisticação dos hospitais americanos preparados para patógenos de alto risco. Ele ressalta a complexidade logística de erguer um sistema equivalente aos centros de referência dos Estados Unidos, como a unidade de Omaha, que possui recursos avançados de isolamento e monitoramento contínuo.

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