O segredo do primeiro encontro de Renato Russo que o ex-namorado guardou por décadas
O ator Maurício Branco antecipa trechos de sua obra literária e descreve como conheceu o líder da Legião Urbana no final dos anos 1980
O ator Maurício Branco, de 56 anos, compartilhou um trecho de seu próximo livro, O Teatro do Vampiro. Na obra, ele detalha o primeiro contato com Renato Russo, ocorrido em 1988 na residência do guitarrista Dado Villa-Lobos. O encontro inicial entre os dois aconteceu durante uma reunião informal de domingo, revelando bastidores inéditos sobre a vida pessoal do vocalista da banda Legião Urbana.
Na época, Branco trabalhava como modelo e usou um produto estético para uma gravação, o que causou uma reação adversa. “Quando cheguei na casa dos Villa Lobos quem abriu a porta foi o Renato. No mesmo instante eu tive uma queda de pressão, uma sensação esquisitíssima, passei mal com o tratamento”, relatou o autor. O mal-estar repentino foi o estopim para a aproximação entre o modelo e o músico durante aquela tarde.
Como Renato Russo ajudou Maurício Branco no primeiro encontro
O ator explicou que o cantor foi quem mais demonstrou cuidado com a sua saúde naquele momento. “Depois do susto, me toquei que quem havia se preocupado mais com a situação era o Renato. Ficamos ali conversando durante umas duas horas, ele me fazendo perguntas sobre o meu trabalho e eu respondendo”, descreveu. A conversa fluiu de maneira natural porque o artista “era interessado por qualquer assunto que fosse além da música”.
Após o contato inicial, eles trocaram telefones, mas a comunicação apresentou altos e baixos. “Me lembro de um dia ligar e ele ficar me respondendo de forma monossilábica. Eu fiquei puto. Jurei nunca mais ligar”, contou. Contudo, a iniciativa para um novo encontro partiu do próprio músico. “E eis que para minha surpresa, ele me ligou, me convidando para jantar em um restaurante tailandês, no Hotel Othon Palace”, afirmou Branco.
O relacionamento de Maurício Branco e o líder da Legião Urbana
O jantar em Copacabana marcou o aprofundamento da relação, período que o ator já classificou como um “quase casamento”. “O jantar foi mágico. Júnior quando queria era muito sedutor”, destacou o autor, lembrando do companheiro “feliz, brilhando ao comentar cada prato que chegava à mesa. Morro de saudades dele”. Maurício Branco resgata essas memórias próximo ao marco de três décadas do falecimento do cantor, ocorrido em outubro de 1996.



