Alerta silencioso: o sintoma do câncer de tireoide de Maíra Cardi que muitos ignoram
Entenda os sinais do tumor endócrino, os motivos da maior incidência em mulheres e os tratamentos disponíveis atualmente.
A influenciadora Maíra Cardi revelou ter enfrentado um câncer de tireoide aos 27 anos, condição da qual encontra-se recuperada. O diagnóstico trouxe à tona discussões sobre a doença, que atinge a glândula reguladora do metabolismo. A detecção desse tumor endócrino registra crescimento global, motivando especialistas a detalharem os sinais e as abordagens terapêuticas disponíveis na medicina atual.
Durante a recuperação, a figura pública optou por intervenções específicas. Em relato nas redes sociais, ela explicou as decisões tomadas após a confirmação da patologia. “Fiz iodoterapia, porque tive um câncer de tireoide, e eu me neguei a tomar remédio para o resto da vida. Resolvi estudar sobre alimentação para ver como eu conseguiria mudar isso”, declarou.
Sintomas do câncer de tireoide explicados pelo Dr. Jorge Abissamra
O oncologista Dr. Jorge Abissamra esclarece que a fase inicial costuma ser assintomática, descoberta frequentemente em exames de rotina. Quando os sinais se manifestam, incluem nódulos no pescoço, rouquidão contínua e dificuldade para engolir. O especialista pontua que a variação papilífera representa a maioria dos diagnósticos, com desenvolvimento lento e altas chances de cura.
Sobre a alta global de diagnósticos, o médico detalha o panorama clínico. “O câncer de tireoide é um dos tumores endócrinos mais frequentes no mundo e sua incidência vem aumentando nas últimas décadas. Apesar disso, na maioria dos casos ele apresenta excelente prognóstico, especialmente os tumores diferenciados, como o papilífero e o folicular. Hoje vemos muitos pacientes completamente curados após cirurgia e acompanhamento adequado”, afirma.
Motivos para o câncer de tireoide afetar mais mulheres como Maíra Cardi
O tumor é o quinto mais comum entre mulheres no Sudeste e Nordeste do Brasil. O médico explica a prevalência. “Acredita-se que fatores hormonais e maior frequência de investigação médica feminina contribuam para isso. As mulheres realizam mais exames preventivos, consultas ginecológicas e avaliações clínicas regulares, o que aumenta a chance de identificar pequenos nódulos tireoidianos. Além disso, há hipóteses envolvendo influência hormonal, especialmente do estrogênio, sobre o tecido tireoidiano, embora isso ainda esteja sendo estudado. Curiosamente, apesar de menos frequente nos homens, quando o câncer de tireoide ocorre neles, ele pode apresentar comportamento mais agressivo em alguns casos”, detalha.



