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Indiciamento de Raúl Castro motiva protesto de cubanos na embaixada dos EUA

Manifestação reúne autoridades e familiares na capital cubana em resposta às recentes acusações do governo americano sobre o caso de 1996.

Milhares de cidadãos se reuniram em frente à embaixada dos Estados Unidos em Havana, na manhã desta sexta-feira, para manifestar oposição ao indiciamento de Raúl Castro. A decisão do Departamento de Justiça americano acusa o ex-presidente cubano, atualmente com 94 anos, de envolvimento no abate de duas aeronaves civis ocorrido há quase três décadas. A mobilização popular contou com a presença de diversas autoridades do governo local e acontece em um momento de escalada nas tensões diplomáticas entre os dois países.

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Embora o antigo líder não estivesse presente fisicamente na marcha, o deputado e ex-espião Gerardo Hernández foi o responsável por transmitir uma mensagem de agradecimento ao público. No recado lido durante o ato, o político expressou sua gratidão pelo apoio popular e reafirmou seu compromisso com o regime. A declaração lida afirmava: “Enquanto eu estiver vivo, permanecerei na linha de frente da Revolução, com um pé no estribo”. O comício teve duração aproximada de uma hora e reuniu figuras centrais da política caribenha.

Miguel Díaz-Canel e familiares reagem ao indiciamento de Raúl Castro

O atual presidente, Miguel Díaz-Canel, e o primeiro-ministro, Manuel Marrero, compareceram à manifestação, que também registrou a presença de familiares diretos do ex-mandatário, incluindo seus filhos Mariela e Alejandro, além do neto Raúl Rodríguez Castro. As acusações formais, divulgadas na quarta-feira, apontam o antigo ministro da Defesa como responsável por quatro perdas de vida, destruição de aeronaves e conspiração para tirar a vida de cidadãos americanos. Os eventos referem-se ao ataque de caças da Força Aérea cubana contra a organização Irmãos ao Resgate, em fevereiro de 1996.

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Em resposta às acusações, Díaz-Canel utilizou as redes sociais para condenar a postura de Washington, afirmando que a população não aceitará ofensas à sua trajetória histórica. Em sua publicação, o presidente declarou: “A nova agressão nos uniu mais ainda e elevou a honra, a dignidade e o sentimento antimperialista de um povo que já era reconhecido em todo o mundo por sua brava resistência a qualquer tipo de subordinação ao império. O General de Exército é Cuba, e Cuba se respeita”. A liderança local interpreta a medida judicial como um pretexto para justificar possíveis intervenções no território.

Impacto das sanções dos EUA após indiciamento de Raúl Castro

O cenário político atual é agravado pelas recentes medidas econômicas impostas pela administração de Donald Trump. Desde o mês de janeiro, o governo americano estabeleceu um embargo petrolífero que aprofundou a crise energética na ilha caribenha. Além disso, houve uma ampliação das sanções financeiras que já vigoram há décadas, com o objetivo declarado de pressionar o regime a implementar reformas estruturais. Para as autoridades em Havana, essas ações representam uma agressão direta à soberania nacional, intensificando o distanciamento diplomático entre as nações.

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