Reviravolta na Justiça: ação de Ratinho contra Erika Hilton tem decisão inesperada do MP
Promotor avalia que interpelação criminal do comunicador do SBT não pode ser usada para produzir provas contra a deputada federal
O embate judicial envolvendo Ratinho e Erika Hilton apresentou um novo desdobramento após o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) se manifestar contra o pedido do apresentador. O comunicador protocolou uma interpelação criminal no mês de março, solicitando explicações formais sobre declarações da deputada federal. O promotor responsável avaliou a solicitação e emitiu um parecer desfavorável aos interesses do contratado do SBT.
A origem do processo remete a uma publicação da parlamentar na plataforma X. A política afirmou que o empresário “submetia pessoas à escravidão em suas fazendas no Paraná”, citando notícias antigas. A postagem também mencionava denúncias sobre um suposto caso de violência sexual de vulnerável envolvendo um dos herdeiros do animador. Diante das afirmações, a defesa do famoso acionou o Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF).
Detalhes da ação de Ratinho contra Erika Hilton
No documento, o comunicador exigiu que a parlamentar detalhasse as acusações. A petição solicitava respostas sobre qual filho estaria ligado à suposta prática ilícita e as circunstâncias do delito. O questionamento cobrava esclarecimentos sobre qual propriedade rural abrigaria as irregularidades. A equipe jurídica argumentou que o procedimento era uma etapa preparatória para uma queixa-crime contra a honra.
O promotor Leonardo Carneiro Britto fundamentou sua posição contrária ao argumentar que o instrumento jurídico foi utilizado de maneira inadequada. Segundo o MP, a interpelação serve para esclarecer expressões vagas, o que não se aplica ao cenário, visto que o autor compreendeu o teor das falas. O profissional destacou que o mecanismo não funciona como ferramenta investigativa forçada e que as menções ao filho deveriam ser contestadas pelo próprio herdeiro.
Próximos passos do processo de Ratinho e Erika Hilton
Com o parecer oficial do MPDFT anexado aos autos, o andamento do litígio passa para uma nova fase de deliberação. A recomendação pelo não acolhimento dos pedidos formulados serve como base para a análise da corte. A responsabilidade de proferir a sentença sobre a continuidade da interpelação está agora nas mãos do juiz Omar Dantas Lima, da 7ª Vara Criminal de Brasília, que avaliará os argumentos antes de emitir sua decisão.



