Tensão no metrô: Amanda Fróes é alvo de ofensas em vagão feminino e caso termina na delegacia
A criadora de conteúdo acionou a segurança do transporte público após um casal se recusar a sair do espaço exclusivo
A influenciadora trans Amanda Fróes registrou uma ocorrência no Rio de Janeiro após um desentendimento no Metrô Rio. O episódio ocorreu em um vagão feminino, espaço exclusivo para mulheres durante toda a operação comercial. A criadora de conteúdo relatou que a situação começou quando notou a presença de homens no local e solicitou que eles se retirassem para cumprir as normas do transporte.
Segundo a figura pública, um dos passageiros acatou o pedido, mas um casal permaneceu. “Tinha essa senhora com o marido e mais um outro homem lá na frente, eu cheguei pro casal com toda educação e pedi: ‘por favor, o senhor pode trocar de vagão? Aqui é um vagão feminino’. A mulher, já em um tom agressivo, falou: ‘ah, dá licença’. Fui no segundo homem e falei que o vagão era feminino e pedi pra ele se retirar. O homem foi respeitoso e saiu do vagão, já a senhora com o marido não saíram”, explicou.
Amanda Fróes aciona segurança do Metrô Rio
Diante da recusa, a passageira aguardou um funcionário da concessionária. “Eu esperei aparecer um segurança e o chamei, o segurança veio e pediu pra eles se retirarem. A mulher do homem começou a gritar: ‘você nem mulher é pra estar nesse vagão’, me diminuindo por eu ser uma mulher trans”, detalhou. A equipe de segurança reteve os envolvidos na estação da Barra da Tijuca até a chegada de uma viatura policial.
Na delegacia, a influenciadora formalizou a queixa sobre o ocorrido. “Eu sou uma mulher igual a ela, pessoas preconceituosas e transfóbicas têm que sere combatidas. Me diminuindo por eu ser uma mulher trans, dizendo que eu não deveria estar naquele vagão, sendo que o marido dela que estava no lugar errado, o vagão é feminino 24 horas, homem nenhum tem o direito de entrar”, afirmou. O casal tentou acusar a criadora de conteúdo de racismo no local.
Desdobramentos do caso na delegacia
A passageira rebateu a acusação mencionando as câmeras de segurança. “Tem tudo filmado, mais as câmeras que ficam no uniforme do agente de segurança do metrô. Eu pedi pro marido dela se retirar do vagão assim como pedi pro outro homem também se retirar, o outro se retirou e ela não. Na estação, quando eles estavam parados pela segurança do metrô que não os deixaram ir embora, eu falei: ‘e se fosse o contrário? Se eu tivesse te diminuído pela sua cor ou ter te chamado de macaca, com certeza eu estaria presa ou linchada dentro do metrô. E por que vou tolerar que você afirme que eu não sou mulher, me diminuindo e me rebaixando por eu ser trans?’ Não vou deixar barato, vou até o fim”, declarou. O episódio foi registrado pelas autoridades como fato atípico.



