Opinião

DAS BELEZAS DA VIDA COTIDIANA

Texto para reflexão cotidiana

Gustavo Uchôas Guimarães Professor de História em Elói Mendes, vive em Varginha. Historiador, escritor, pesquisador, poeta e um insaciável leitor e curioso. 

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Nesta noite do dia 15 de maio de 2026, reflito sobre coisas do dia-a-dia, com foco na beleza que a vida me apresenta através de singelos acontecimentos. Depois que vivenciei a experiência da depressão e das crises de ansiedade no ano passado, tenho prestado mais atenção aos detalhes na vida cotidiana e apreciado com mais intensidade e vivacidade aquilo que a vida me presenteia.

Outro dia, em uma atividade escolar para a Semana da Língua Portuguesa, meus alunos do terceiro ano do Ensino Médio e de uma turma do oitavo ano do Ensino Fundamental me homenagearam com um café literário e uma roda de perguntas sobre minha trajetória como escritor. Para mim, uma surpresa, pois a professora de Língua Portuguesa e a de Filosofia nada me contaram: apenas me convidaram e eu, que amo esses momentos literários na escola, me acheguei despretensiosamente, para ali saber que o escritor homenageado seria eu. Que momento agradável! Eu não busco holofotes – esse é um grande aprendizado ao longo da vida, principalmente após os acontecimentos do ano passado -, mas aprecio bastante quando o que escrevo atinge alguém e esse alguém reconhece algum valor na minha escrita.

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Semana passada, em meio a tantas burocracias escolares (fechamento de notas, correção de provas e trabalhos, etc), me dei ao luxo de parar o que eu fazia para me inundar de arte. Detesto burocracias – apesar de reconhecer sua necessidade – e o mundo seria muito melhor se fosse menos burocrático em tudo; por isso, a manhã de correções e fechamento de notas tinha, alternadamente, momentos em que eu me emocionava com vídeos de apresentações musicais e de danças. Na aridez da burocracia, a arte me hidrata!

Essas apresentações que gosto de assistir se alternam com as canções que aprecio e que levam minha alma à elevação. Em certos momentos do dia, me presenteio com músicas paraguaias que me embalam a saudade que tenho daquele país, com músicas sertanejas antigas que me transportam às lembranças da simples e feliz infância em Itanhandu, com músicas cristãs que me fazem elevar o coração a Deus. Fico encantado com a capacidade que o ser humano tem de produzir beleza! É uma chama divina que inspira e os seres humanos mais sensíveis são aqueles que mais expressam a chama através do que nos eleva o espírito no cotidiano.

Uma música, uma lágrima de saudade, uma iniciativa dos meus alunos, um acontecimento que me fortalece ou me põe para refletir, um vídeo que assisto, uma aula de espanhol inspiradora: esses e outros momentos do meu dia-a-dia são belezas que a vida me presenteia para que eu seja mais forte, mais resiliente, mais humano, mais imagem e semelhança de Deus, mais eu mesmo, mais eu para o outro!

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