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Laudo particular contesta inquérito e indica que PC Siqueira foi vítima de estrangulamento

Nova análise contratada pela família do influenciador indica uso de fio de fone de ouvido e aponta falhas na investigação oficial da polícia

Uma análise pericial particular trouxe novos elementos para a investigação sobre o caso do influenciador PC Siqueira, que faleceu em dezembro de 2023. O documento contesta a conclusão inicial do inquérito da Polícia Civil, que apontava que o youtuber tirou a própria vida. De acordo com o novo levantamento, a causa do falecimento teria sido estrangulamento. A revisão técnica foi solicitada pelos advogados que representam a família do criador de conteúdo.

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O trabalho independente foi conduzido por Francisco João Aparício La Regina, professor da Academia de Polícia Civil. O especialista indicou que o objeto possivelmente utilizado na ação seria o fio de um fone de ouvido, item que foi localizado no apartamento onde o influenciador residia, na zona sul da capital paulista. O material em questão já foi entregue aos cuidados do 11º Distrito Policial, em Santo Amaro, unidade responsável por conduzir as apurações oficiais.

Laudo particular sobre PC Siqueira aponta divergências

A argumentação central da perícia contratada baseia-se na análise das marcas encontradas no corpo. O relatório aponta que a largura e o padrão das lesões presentes no pescoço são incompatíveis com a cinta de catraca descrita no laudo oficial do estado. Apesar de detalhar a dinâmica mecânica que teria causado o falecimento, o documento particular não faz apontamentos sobre a autoria da suposta ação contra o influenciador.

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O andamento das investigações ganhou novos contornos em janeiro deste ano, quando o perito independente participou de uma reconstituição no imóvel localizado na Chácara Santo Antônio. A dinâmica contou com a presença do síndico do condomínio e de uma vizinha que esteve no local logo após o ocorrido. O processo foi oficialmente reaberto após a Justiça de São Paulo acatar um pedido do Ministério Público, que identificou falhas técnicas na primeira apuração.

Ministério Público e Justiça de São Paulo retomam apurações

No despacho que determinou o retorno do inquérito para a delegacia de origem, o magistrado responsável ressaltou que a condução das diligências é atribuição exclusiva da Polícia Civil, sem interferência direta do judiciário para garantir a imparcialidade. A defesa da família optou por não emitir declarações públicas sobre os recentes desdobramentos técnicos, justificando que os trâmites legais do processo ocorrem sob sigilo de justiça.

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