Ex-presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol é condenado a sete anos por obstrução
Tribunal de apelações revisou a sentença do ex-mandatário por ações ligadas à lei marcial decretada em 2024
A Justiça da Coreia do Sul determinou o aumento da pena do ex-presidente Yoon Suk Yeol para sete anos de reclusão. A decisão foi proferida por um tribunal de apelações nesta quarta-feira, revisando a condenação anterior de cinco anos estabelecida em janeiro. O processo julga as ações do antigo chefe de Estado relacionadas à tentativa de instauração da lei marcial no país asiático durante o ano de 2024. A nova deliberação atende parcialmente aos recursos apresentados tanto pela equipe de defesa quanto pela promotoria sul-coreana.
Durante a revisão do caso, os magistrados consideraram o político culpado por acusações adicionais que haviam sido descartadas na primeira instância. Entre as infrações confirmadas está a utilização do serviço de segurança presidencial para bloquear a ação das autoridades que tentavam detê-lo. O juiz responsável pelo Tribunal Superior de Seul justificou a ampliação da sentença afirmando que, “Ao tentar impedir que as autoridades cumprissem um mandado de prisão pelo uso da força, Yoon cometeu atos inaceitáveis em uma sociedade de lei e ordem”.
Novas acusações contra Yoon Suk Yeol na Coreia do Sul
O ex-mandatário de 65 anos, que perdeu o cargo após um processo de impeachment no ano passado, também responde por outras irregularidades administrativas. A corte o responsabilizou pela falsificação de registros oficiais e por ignorar os trâmites legais obrigatórios para a decretação da lei marcial, medida que exigiria aprovação prévia em uma reunião formal do gabinete ministerial. O julgamento foi transmitido pela televisão e conduzido por uma divisão especial criada exclusivamente para analisar os eventos decorrentes da crise institucional.
A promotoria havia solicitado uma punição de dez anos de reclusão, argumentando que houve quebra de confiança pública, subversão da ordem constitucional e uso indevido da máquina estatal. Em contrapartida, os advogados do ex-presidente argumentaram que a primeira instância ignorou provas e interpretou os fatos de maneira equivocada. Após a nova deliberação, a defesa confirmou que levará o caso ao Supremo Tribunal, classificando a decisão recente como “incompreensível” e alegando que a corte aplicou rigor jurídico excessivo a atos de natureza política.
Histórico de julgamentos do ex-presidente sul-coreano
Este procedimento jurídico representa apenas um dos oito processos que o antigo líder sul-coreano enfrenta desde a sua destituição oficial em abril do ano passado. Detido desde o mês de julho, ele acumula outras sentenças severas proferidas pelo sistema judiciário do país. Em fevereiro, uma outra corte determinou a sua prisão perpétua sob a acusação de planejar uma insurreição diretamente conectada à imposição da lei marcial em 2024. Ao longo de todas as audiências e recursos, o político mantém a posição de negar todas as acusações formuladas contra ele.



