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Cassia Kis é denunciada por transfobia em shopping no Rio de Janeiro

Jovem de 25 anos relata violência verbal no Rio de Janeiro e afirma que buscará medidas legais contra a atriz veterana

A atriz e auxiliar de restaurante Roberta Santana, de 25 anos, relatou ter sido alvo de transfobia por parte de Cassia Kis. O incidente aconteceu na última sexta-feira (24), dentro do banheiro de um shopping no Rio de Janeiro, enquanto a jovem chegava para trabalhar. A vítima declarou que pretende formalizar uma denúncia na polícia e na Justiça contra a artista.

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O desentendimento teve início no sanitário feminino. Em entrevista à coluna de Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, a profissional detalhou a interação. “Escutei ela falando absurdos, mas me fiz de maluca e entrei na cabine. Quando saí, ela estava reclamando com a funcionária do banheiro, que já me conhece. Cheguei perto e perguntei se estava falando comigo e ela começou a se alterar”, explicou.

Detalhes da acusação de transfobia contra Cassia Kis

Durante a discussão, a figura pública teria questionado a presença da jovem no local. “Ela falou que o Brasil está perdido, que era um absurdo um homem estar usando o banheiro das mulheres. Então, eu falei ‘eu sou uma travesti e você tem que respeitar travesti em banheiro feminino”. A situação prosseguiu: “Ela falou ‘então, você está assumindo que é homem’. Travesti não é homem, é gênero feminino, mas ela é ignorante. E são as leis, ela tem que respeitar, senão não pode viver em sociedade”.

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O conflito se estendeu para a área externa do banheiro. “Ela esperou que eu fosse pra um lado e foi para o outro. Nos encontramos no corredor seguinte e eu perguntei se ela estava me seguindo. Ela começou a gritar no corredo do shopping. Acho que foi para tentar me intimidar”, descreveu. Sobre a postura da atriz, a jovem afirmou: “Ela foi bem asquerosa, bem ruim mesmo. Não a conheço, só tive esse contato, mas deu pra ver a maldade na fala dela. Ela me humilhou muito, foi uma situação muito constrangedora”.

Roberta Santana busca justiça após episódio no Rio de Janeiro

Abalada com a situação inédita, a funcionária reforçou o impacto das palavras proferidas no estabelecimento. “Nunca tinha passado por isso na minha vida. Escutei coisas como ‘não tem placa autorizando sua entrada aqui’ e ‘o Brasil não vai pra frente por isso, essas coisas absurdas’. A chamei de mal-educada e transfóbica, mas fiquei muito abalada e frustrada. Foi uma violência verbal”. Para responsabilizar a atriz, ela confirmou que buscará orientação jurídica, concluindo que “Ela tem que pagar pelo que fez”.

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