EXPERIÊNCIAS DE LEITURA: VIAGEM PELOS LIVROS EM 2025
O mega poder da leitura em nossas vidas

Gustavo Uchôas Guimarães Professor de História em Elói Mendes, vive em Varginha. Historiador, escritor, pesquisador, poeta e um insaciável leitor e curioso.
Em 2025, consegui bater uma marca pessoal: li 52 livros completos! Além desses livros completos, li também artigos, trechos de livros, capítulos aqui e acolá, entre outros materiais escritos que muito me enriqueceram. Nos parágrafos seguintes, falarei um pouco dos 52 livros completos que li. A relação dos livros, nos próximos parágrafos, serve como dicas de leituras a quem se interessar. São obras facilmente encontradas em bibliotecas ou na internet (seja para compra ou para download gratuito). No caso das obras de autores sul-mineiros, farei notas de rodapé para indicar aos leitores onde encontrar, na internet, os escritores do sul de Minas [1].
Da literatura greco-romana, comecei 2025 com a finalização da leitura de Meditações, do imperador Marco Aurélio (século II d.C.), com sábias lições estoicas para a vida cotidiana (importante frisar: não me atrai o “estoicismo de internet” praticado por quem mais fala do que faz ou que vivencia meramente uma superficialidade com “sabor de estoicismo” ou, pior ainda, que distorce o estoicismo para fins mercadológicos ou de uma autoajuda rasa).
Como professor e, ao mesmo tempo, estudante, li vários textos sobre Educação. Com essa temática, os livros completos que li em 2025, tendo em vista minha atuação como professor e meus estudos no doutorado, foram Carta de uma orientadora sobre pesquisa e escrita acadêmicas (Débora Diniz), História Indígena na sala de aula (Adriano Toledo Paiva), Histórias e culturas indígenas na Educação Básica (Giovani José da Silva e Anna Maria Ribeiro da Costa) e Morto pelo sistema – Inferno em sala de aula (Lucas Mariano).
O ano passado também foi bastante proveitoso nos mergulhos que fiz na literatura indígena. Não é possível atuar em defesa do ensino de História Indígena nas escolas sem mergulhar nos saberes e conhecimentos que partem dos próprios indígenas. Nesse sentido, li por completo as obras Lugares de origem (Ailton Krenak e Yussef Campos), Futuro ancestral, A vida não é útil, Ideias para adiar o fim do mundo (os três são de Ailton Krenak), O curumim e o rio (Márcia Kambeba), Estações, Pertencimento, Histórias que ouvi e gosto de contar, Mundurukando 2 (os quatro são de Daniel Munduruku) e A terra dos mil povos (Kaká Werá Jecupé).
Sendo historiador, fiz várias leituras para me atualizar e para ampliar a visão sobre diversos temas relacionados ao Brasil e ao mundo. Assim, li por completo os livros A elite do atraso – Da escravidão a Bolsonaro (Jessé Souza), Garibaldi e Manoela: Uma história de amor (Josué Guimarães – adaptado), O cristianismo na Coreia do Norte (Luiz Patrick Martins) e O anticomunismo no jornal católico Voz Diocesana no sul de Minas (1959-1964) (Josiane Nunes e Mayara Leite). Essas leituras me ajudaram a compreender melhor várias temáticas e acontecimentos, o que aprimorou a capacidade crítica e as possibilidades de análise de situações que normalmente tendemos a enxergar com o senso comum (e não gosto de ver o mundo com os olhos do senso comum).
No campo da religião, um tema que me é bastante caro, li as obras Creio no Espírito Santo – Perspectiva oriental (Padre Theodoro de Oliveira), Eu te constituí sentinela na casa de Israel (Vinícius Rodrigues Simões), O amor é contagioso – O Evangelho da justiça (Papa Francisco) e História da Igreja na Antiguidade (Danilo Mordoni). São leituras que, ao mesmo tempo, fundamentam melhor a fé e embasam uma compreensão mais profunda do cristianismo com sua imensa riqueza espiritual, histórica e cultural.
Em horas vagas, para puro deleite, gosto de ler obras de literaturas diversas, como forma de não restringir minhas leituras apenas às utilidades cotidianas (profissão docente e estudos no doutorado, principalmente). Assim, com exceção dos autores sul-mineiros (de quem falarei no próximo parágrafo), li os livros Quem matou Palomino Molero? (Mário Vargas Llosa), A terra do Lá (João Anzanello Carrascoza), Voo noturno (Antoine de Saint-Exupery), Paris no século XX (Júlio Verne), Noite na taverna (Álvares de Azevedo), Macunaíma (Mário de Andrade), Terapia da depressão (Linus Mundy), Problemas com o cachorro? (Elvira Vigna), Sinto o que sinto e a incrível história de Asta e Jaser (Lázaro Ramos) e Quarto de despejo (Carolina Maria de Jesus). Alguns desses livros são voltados ao público infantil e a leitura dessas obras foi motivada pelo gosto que tenho em ler para e com meu filho, Alexandre (que tem 9 anos). Meu filho tem uma pequena biblioteca em seu quarto e é sempre incentivado a ler (e viajar longe no mundo da leitura).
Dos autores sul-mineiros e/ou que fazem parte da Associação de Poetas e Escritores do Sul de Minas (APESUL), li muitos textos em 2025. As obras que li por completo foram São outros 50 – Parte II (Luciane Madrid César), A menina e o silêncio (Selma Bajgyelman), Saber ver: Teatro Capitólio, patrimônio cultural (Anita Di Marco e Vanessa Reis), Terra vermelha, Um outro lugar, É sempre agora (os três de Carlos La Terza), Tatu e Tatulina (Marinho da Mata), A girafa Sofia e o circo, A girafa Sofia em Amarelândia, A girafa Sofia no Forte Rochedo, Tenho paralisia cerebral. E daí? – A história da Gaby atleta (os quatro são de Maurício Martinho de Castro), Vértice – Jornada Feminina (Suellen Vilas Boas), As vogais dos animais (Beatriz Vilas Boas), Velhos e novos amigos, Liga pra mim (ambos de Guiomar Paiva), Superação (Sandro Prado da Silva) e Estendal de poesia (Malu Silva) [2].
Por fim, li os livros de minha própria autoria. Em 2025, lancei o e-book Versos saborosos e o livro História Indígena na bacia do rio Verde, sul de Minas: Dados históricos e propostas pedagógicas [3]. O primeiro traz vários poemas que têm como tema em comum a relação com comidas e bebidas (no sentido literal ou no figurado); o segundo reúne diversos textos meus sobre História Indígena regional.
Para 2026, a expectativa é superar a marca de 52 livros lidos por completo. Há muitos universos para conhecer e explorar através da leitura!
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NOTAS:
[1] Para começar as indicações de autores sul-mineiros, a primeira dica aos leitores é seguir, no Instagram, as páginas da Associação de Poetas e Escritores do Sul de Minas (APESUL) – https://www.instagram.com/apesul_mg/ , da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências (AVLAC) – https://www.instagram.com/avlacvarginha/ e do Grupo Literário Prosa e Verso (Itanhandu/MG) – https://www.instagram.com/prosaeversofestivais/ .
[2] A quem quiser conhecer os autores mencionados e suas obras: https://www.instagram.com/lumadridcescritora/ – https://www.instagram.com/selmabajgielman/ – https://www.instagram.com/anita.di.marco/ – https://www.instagram.com/vanessactreis_estudio/ – https://www.instagram.com/poesianofiltro/ – https://www.instagram.com/autormarinhodamata/ – https://www.instagram.com/mauriciomartinhode/ – https://www.instagram.com/suellenv.boas/ – https://www.instagram.com/bia.vilasboas/ – https://www.instagram.com/guiomarpaivaoficial/ – https://www.instagram.com/sandropradodasilva/ – https://www.instagram.com/malu5142/
[3] Em 2025, também lancei o livro Versos Marianos, mas eu já o havia lido no ano anterior, por isso não contabilizei como leitura do ano passado.



