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Pressão no Reino Unido: Keir Starmer balança no cargo após vazar documento sobre embaixador

Líder britânico enfrenta oposição no Parlamento após insistir em nomeação diplomática de ex-ministro com histórico de omissões.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, recusou nesta quarta-feira (22) os novos pedidos parlamentares para que deixe o cargo. A exigência da oposição ocorre devido à escolha do ex-ministro Peter Mandelson para atuar como embaixador britânico em Washington. A indicação gerou controvérsia porque o diplomata possui ligações com o norte-americano Jeffrey Epstein, indivíduo com histórico de violência sexual que faleceu no sistema prisional no ano de 2019.

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Durante a sessão semanal de perguntas no Parlamento, o líder trabalhista defendeu sua permanência e declarou que “Nada vai me desviar da minha missão a serviço do nosso país”. O governante precisou justificar a situação pela segunda vez na mesma semana. Em setembro do ano anterior, o próprio chefe de governo havia afastado o ex-ministro de suas funções, sob a justificativa de que o político teria “mentido repetidamente” a respeito da profundidade de sua relação com Epstein.

Revelações sobre Keir Starmer e o depoimento de Olly Robbins

O cenário político se intensificou na última quinta-feira, após o jornal The Guardian publicar que o Ministério das Relações Exteriores liberou o nome do diplomata para assumir o posto no início de 2025, contrariando uma avaliação negativa do órgão de verificação de antecedentes. Diante de uma comissão parlamentar, o ex-funcionário do alto escalão Olly Robbins relatou “a pressão constante” exercida por Downing Street para efetivar a escolha. Segundo o ex-servidor, o chefe de governo “tinha anunciado que Mandelson era seu candidato”.

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Os motivos detalhados que levaram à emissão do parecer desfavorável contra o ex-ministro não foram divulgados oficialmente pelo governo britânico. No entanto, veículos de comunicação locais indicaram ao longo da semana que a reprovação técnica pode ter relação com os negócios da empresa de consultoria do diplomata, que manteria vínculos comerciais com a China.

Kemi Badenoch confronta Peter Mandelson sobre laços com a Rússia

Além das questões envolvendo os Estados Unidos e a Ásia, a líder da oposição conservadora, Kemi Badenoch, introduziu o fator russo no debate parlamentar. A parlamentar mencionou um relatório indicando que o indicado “permaneceu no conselho de administração da empresa de defesa Systema, vinculada ao Kremlin, muito depois da primeira invasão da Ucrânia por Putin, em 2014”. Para encerrar seu questionamento no plenário, a líder conservadora perguntou: “Por que o primeiro-ministro quis nomear como embaixador em Washington um homem com vínculos com o Kremlin?”.

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