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Racionamento de combustível: companhias aéreas cobram plano de governos

Associação internacional alerta para falta de querosene de aviação a partir de maio devido ao bloqueio no Estreito de Ormuz.

Um grupo de mais de 300 empresas do setor aéreo solicitou que governos estruturem estratégias para um possível racionamento de combustível. A medida ocorre diante da perspectiva de escassez de querosene de aviação, o que pode resultar na suspensão de rotas europeias a partir do final de maio. A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) lidera o pedido para mitigar impactos operacionais nos aeroportos.

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O diretor-geral da IATA, Willie Walsh, destacou a urgência de preparação para a redução da oferta do insumo. “Até o final de maio, poderemos começar a ver alguns cancelamentos na Europa por falta de combustível de aviação. Isso já está acontecendo em partes da Ásia”, declarou. Ele reforçou a necessidade de diretrizes estatais: “É importante que as autoridades tenham planos bem comunicados e bem coordenados para o caso de o racionamento se tornar necessário.”

Racionamento de combustível e o alerta da Agência Internacional de Energia

A preocupação do setor fundamenta-se em dados da Agência Internacional de Energia. Segundo o órgão, o continente europeu possui reservas de querosene para operar por apenas seis semanas antes de registrar déficit no abastecimento. Em seu pronunciamento, Walsh classificou essa estimativa sobre os estoques como “alarmante”, evidenciando a vulnerabilidade da infraestrutura de transporte aéreo na região.

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A instabilidade no fornecimento global está ligada ao fechamento do Estreito de Ormuz, devido ao conflito com o Irã. Cerca de 20% de todo o querosene de aviação do mundo transita por essa rota marítima. Desse volume, a consultoria Kpler aponta que 69% tem como destino os países europeus. O bloqueio logístico provocou alta nos custos operacionais, fazendo o preço do produto praticamente dobrar no mercado internacional.

Impacto da escassez de combustível nos Estados Unidos e Europa

Reino Unido, França e Holanda apresentam maior dependência das importações do Oriente Médio, sendo os territórios mais expostos à crise de abastecimento. Embora os Estados Unidos possuam proteção contra interrupções logísticas dessa região, o mercado globalizado afeta as operações norte-americanas. Como reflexo financeiro, empresas como a United já iniciaram o cancelamento de viagens de verão para compensar a elevação das despesas.

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