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Ucrânia e Rússia retomam ataques com drones após fim de trégua na Páscoa.

Forças militares de Kiev e Moscou trocam acusações de violação do cessar-fogo e rejeitam novas negociações de paz.

As nações da Ucrânia e Rússia voltaram a registrar ofensivas militares noturnas nesta segunda-feira, marcando o encerramento do cessar-fogo estabelecido durante a Páscoa Ortodoxa. As autoridades confirmaram a retomada das hostilidades e trocaram acusações sobre o descumprimento do acordo. O foco das investidas envolveu o uso maciço de veículos aéreos não tripulados sobre os territórios das duas nações.

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A Força Aérea ucraniana relatou que as tropas de Moscou enviaram 98 drones em direção ao seu espaço aéreo, ressaltando que os sistemas de defesa abateram 87 desses equipamentos. Em contrapartida, o Ministério da Defesa russo comunicou a interceptação de 33 dispositivos disparados pelas forças de Kiev. Os registros militares apontam que as operações envolveram também movimentações de infantaria e disparos de artilharia.

Zelensky e Putin divergem sobre trégua entre Ucrânia e Rússia

O chefe de Estado ucraniano, Volodimir Zelensky, havia concordado com a pausa nas operações sugerida pelo líder russo, Vladimir Putin. No entanto, o mandatário deixou claro que o país reagiria “de maneira imediata” caso ocorresse qualquer quebra do pacto pelo exército adversário. Durante o fim de semana, as lideranças documentaram centenas de incidentes, incluindo denúncias de ofensivas direcionadas a áreas habitadas por civis.

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Antes do término do prazo, Zelensky declarou que sugeriu ao governo de Moscou a prorrogação da pausa nos combates, justificando que essa medida seria o “correto” no atual cenário. O Kremlin recusou a proposta de extensão do acordo provisório. A liderança russa condicionou qualquer paralisação prolongada à aceitação das exigências estabelecidas desde o início do conflito no leste europeu.

Exigências territoriais travam fim da guerra na Ucrânia

As condições impostas pela Rússia para encerrar a guerra envolvem concessões políticas e a reconfiguração de fronteiras. O governo de Putin exige a saída total das tropas ucranianas da região leste de Donetsk, área que se encontra sob controle parcial das forças russas. A administração de Kiev mantém a postura de rejeitar essas determinações, classificando as demandas territoriais como um ato de rendição.

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